Presidente do Google critica STF e cita risco à liberdade de expressão

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1 de 1 Imagem de fachada de prédio do Google – Metrópoles – Foto: Getty Images

Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil, expressou sua profunda preocupação em relação ao andamento do julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que será retomar em breve no Supremo Tribunal Federal. Ele argumenta que a perspectiva de tornar as plataformas responsáveis pelo conteúdo de seus usuários pode criar um ambiente hostil para operação.

“Se prevalecer essa visão, as plataformas terão que remover preventivamente qualquer material que possa ser considerado questionável, transformando a comunicação digital num campo minado”, declarou Coelho em entrevista ao UOL. Essa situação poderia comprometer a integridade do jornalismo investigativo e do humor, já que ambos poderiam ser facilmente afetados por interpretações errôneas.


  • O ministro do STF Alexandre Moraes enfrenta acusações de censura através de ordens judiciais. Parlamentares dos EUA levantaram preocupações sobre o impacto dessas decisões em empresas e cidadãos norte-americanos.
  • A controvérsia se intensificou quando o ministro suspendeu o Twitter no Brasil, em 2024, após descumprimento de ordens judiciais.
  • O STF já viu ações judiciais, como a da plataforma Rumble, que buscou impedir que fossem obrigados a acatar ordens de Moraes.
  • No dia 21 de maio, o senador Rubio sinalizou uma possível aplicação de sanções norte-americanas contra Moraes, com base na Lei Global Magnitsky.
  • Em 28 de maio, foi anunciada uma nova política de restrições de vistos para autoridades estrangeiras que participam da censura a americanos.

O julgamento já recebeu votos de três ministros. Dias Toffoli defende a “responsabilização objetiva” das plataformas, permitindo que conteúdos suspeitos sejam removidos antes de qualquer ação judicial. O ministro Luiz Fux acompanhou este entendimento. Contudo, o ministro Luís Roberto Barroso apresentou uma visão contrária, sugerindo que as empresas deveriam ser responsabilizadas apenas após uma decisão judicial, exceto em casos de crimes graves.

O que você pensa sobre essa situação? A liberdade de expressão deve ser limitada em nome da proteção contra abusos nas plataformas digitais? Deixe sua opinião nos comentários!

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