Trump proíbe e restringe entrada nos EUA a cidadãos de 19 países

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Na quarta-feira (4), o presidente Donald Trump anunciou uma medida drástica que restringe a entrada nos Estados Unidos. A nova regra proíbe cidadãos de 12 países de entrar no território americano, com a justificativa de proteger o país de “terroristas estrangeiros”. Os países afetados incluem Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Além disso, outros sete países, entre eles Cuba e Venezuela, enfrentam restrições parciais.

A decisão impacta significativamente as possibilidades de residência, turismo e até mesmo vistos de estudo e trabalho. A exceção à regra poderá ser feita a indivíduos que, segundo a procuradora-geral Pam Bondi ou o secretário de Estado Marco Rubio, forem considerados benéficos para os interesses nacionais. As novas restrições entram em vigor na segunda-feira (8), e já provocaram reações de vários líderes internacionais e ONGs.

A Venezuela reagiu rapidamente, afirmando que a viagem aos Estados Unidos agora representa um “grande risco” para qualquer pessoa. Jamal Abdi, presidente do National Iranian American Council, também demonstrou preocupação, afirmando que a decisão não aumentará a segurança dos EUA, mas causará sofrimento para muitos, especialmente para a comunidade iraniana-americana.

Trump justificou a proibição com base em um ataque no Colorado, afirmando que a entrada de estrangeiros não verificados representa um perigo extremo. No entanto, a lista não inclui o Egito, de onde veio o suspeito do ataque. O presidente insistiu que essas medidas são necessárias para evitar que os EUA enfrentem problemas semelhantes aos da Europa.

Em meio a essa polêmica, a Anistia Internacional qualificou a decisão como “discriminatória, racista e cruel”, ressaltando que a proibição se dirige a pessoas com base em sua nacionalidade, propagando desinformação e ódio. As restrições provavelmente serão desafiadas nos tribunais, como várias outras ações de Trump.

Essas novas normas também afetam a participação de atletas estrangeiros em competições como a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028. A medida acentua o clima de tensão ao redor da imigração nos Estados Unidos, levantando questões sobre os direitos humanos e a discriminação em tempos de crise.

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