Vídeo: filho de ex-ministro ataca Moraes e joga Constituição no chão

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Na última segunda-feira, dia 16 de junho, o vereador Gilson Machado Filho (PL-PE) protagonizou um momento de intensa emoção na Câmara Municipal do Recife. Em meio a um discurso fervoroso, ele lançou um exemplar da Constituição no chão, em um ato de protesto contra a prisão de seu pai, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, detido na última sexta-feira, 13 de junho. O ex-ministro foi preso sob suspeita de tentar facilitar a obtenção de um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Assista ao vídeo:


Durante sua fala, Gilson Filho denunciu o que considera uma perseguição política, afirmando que a corregedoria do ministro Alexandre de Moraes falta com o acesso das defesas ao processo. Com a Constituição em mãos, o vereador disparou: “Ele se acha o ditador do Brasil”. Para ele, seu pai foi alvo de um ataque por ser um aliado de Bolsonaro e afirmou que a narrativa em torno de Mauro Cid não se sustenta. “Mas mexeram com o cara errado,” ressaltou.

“A realidade, vereadores, é que a gente tem esse texto aqui, mas eu poderia jogar a Constituição. É isso que o ministro Alexandre de Moraes faz no nosso país. Ele pega a Constituição Brasileira e rasga.”

O discurso também incluiu uma defesa apaixonada da trajetória do ex-ministro, que foi retratado em uma foto ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Esse aqui é um homem íntegro, de bem, que é conhecido pelo seu trabalho, não só no Brasil, mas mundo afora”, afirmou.


Gilson Filho não se conteve ao criticar as medidas cautelares impostas ao pai, que incluem a proibição de deixar a comarca e a obrigatoriedade de comparecimento quinzenal ao Judiciário. “Ele não pode ir para o show da banda dele,” lamentou, destacando a importância da liberdade para a vida profissional do ex-ministro, especialmente durante a época de festividades juninas.

“Ele não pode falar com o presidente Bolsonaro, retiraram o passaporte dele sem ter cometido um crime sequer. Para Alexandre de Moraes, primeiro se prende, depois se investiga.”

Agarrou-se ao apoio dos demais parlamentares ao final do seu discurso, que o aplaudiram em solidariedade. O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), fez questão de expressar sua solidariedade, reafirmando que as diferenças partidárias não merecem um abalo na união diante de situações como esta.

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