Justiça determina que Uefs adote medidas contra assédio moral após denúncias de danos à saúde mental

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Uma nova luz se acendeu para os servidores e trabalhadores terceirizados da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A 3ª Vara do Trabalho de Feira de Santana emitiu uma liminar obrigando a instituição a implementar medidas rigorosas para combater o assédio moral em seu ambiente laboral. Essa decisão é fruto de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), fruto de investigações que revelaram uma realidade alarmante: a omissão da Uefs no enfrentamento dessa prática nociva, que tem causado sérios danos à saúde mental dos funcionários.

As apurações iniciadas em 2023 revelaram um quadro preocupante no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), vinculado à Uefs. Os gestores foram apontados como responsáveis por um ambiente de trabalho hostil, caracterizado por sobrecarga laboral e condutas autoritárias. Com a coleta de depoimentos e uma sindicância interna, a procuradora Annelise Leal confirmou as denúncias, destacando o impacto devastador na saúde mental dos trabalhadores, incluindo casos de depressão e ansiedade que exigiram afastamentos e tratamento psiquiátrico.

Diante de tais evidências, a Justiça do Trabalho estipulou que a Uefs deve evitar qualquer forma de assédio moral. A decisão proíbe práticas de pressão psicológica, intimidação, discriminação e abuso de autoridade, assegurando proteção essencial aos trabalhadores. A universidade está ciente de que qualquer descumprimento pode resultar em multas de até R$ 10 mil por cada infração identificada, reforçando a gravidade da situação.

O processo judicial seguirá seu curso, com a primeira audiência marcada para agosto. Enquanto isso, os trabalhadores podem respirar um pouco mais aliviados, pois a liminar oferece uma proteção imediata contra possíveis agravamentos de suas condições de saúde mental. Denúncias sobre descumprimento podem ser feitas de forma anônima pelo portal do MPT.

A luta contra o assédio moral é uma batalha por dignidade. O que você acha dessa decisão? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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