No STF, Barroso lista tentativas de golpe, defende democracia e diz que ninguém monopoliza “amor ao Brasil”

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O Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia suas atividades nesta sexta-feira, marcando o começo de um novo semestre com uma cerimônia que reunirá ministros e autoridades dos Três Poderes. O momento é significativo, não apenas pelo retorno ao trabalho, mas pela oportunidade de refletir sobre a história e os desafios que o Brasil enfrenta em sua trajetória democrática.

Em seu discurso inaugural, o presidente da Corte, ministro Luis Roberto Barroso, fez uma profunda análise histórica, enfatizando as numerosas tentativas de golpe que marcaram o país. Ele ressaltou que a história brasileira é crivada de ameaças e desrespeitos às instituições, especialmente ao STF. “Não foram poucas as ameaças e a violência”, afirmou, chamando a atenção para a necessidade de proteger a democracia.

Barroso utilizou como referência o filme ‘Ainda Estou Aqui’ para recordar o período sombrio da Ditadura (1964-1985). “Eu estive lá. Para muitos de nós, o constitucionalismo e a democracia são essenciais. Eles são o antídoto para as sombras do passado”, disse, referindo-se aos conhecidos “anos de chumbo” que ainda reverberam na memória coletiva.

O ministro também defendeu Alexandre de Moraes, alvo de sanções internacionais, citando recentes atentados e tentativas de violência que colocaram em risco as instituições. “Vivemos episódios graves desde 2019, que incluem tentativas de atentado e invasões”, ressaltou, destacando a importância de um tribunal independente para garantir a integridade das instituições em um momento crítico, como o ocorrido em 8 de janeiro.

Ao encerrar, Barroso fez uma afirmação poderosa: “Ninguém monopoliza o amor ao Brasil”. Essa declaração foi direcionada a figuras que tentam deslegitimar as ações da Suprema Corte e promover interferências externas em assuntos internos, reafirmando a necessidade de unir o país em torno de seus valores democráticos.

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