Intentona bolsonarista na Câmara chega ao fim – por enquanto

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Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, encontrou-se em um cenário desafiador ao tentar retomar os trabalhos após as férias. A pressão era palpável; os bolsonaristas desejavam suspender as férias para votar um projeto de anistia que beneficiaria os golpistas de dezembro de 2022 e janeiro de 2023. No entanto, as férias se mantiveram, e o retorno às sessões ocorreu entre tensões e protestos.

Com a iminente possibilidade de condenações pelo Supremo Tribunal Federal, a ansiedade entre os apoiadores de Bolsonaro aumentava. A notícia que circulava era a de que Motta havia sido avisado da intentona bolsonarista antes de retornar de sua viagem à Paraíba, mas mesmo assim, ele não agiu com a urgência esperada.

Assim que chegou, deparou-se com um ambiente conturbado: deputados se acorrentavam aos assentos, protestando em silêncio, enquanto a cidade assistia a mais um episódio de instabilidade política. No dia anterior, o clima estava tão tenso que uma brigada bolsonarista vigiava o auditório onde Motta tentaria retomar os trabalhos.

Por volta das 19h30, a Polícia Legislativa se mobilizou, criando um esquema rigoroso de segurança para garantir a ordem no plenário. Motta, em um esforço para conter a revolta, ameaçou suspender os mandatos dos que continuassem obstruindo a sessão. A entrada dele, agendada inicialmente para as 20h30, foi adiada e repleta de incertezas, marcando o ápice da crise.

Com sua filha pequena nos braços, a deputada Julia Zanatta fez uma controversa pose na cadeira de Motta, simbolizando a atmosfera desafiadora. Ao caminhar em meio aos bolsonaristas, Motta hesitou, enfrentando resistência e tendo que insistir para que os deputados se afastassem. Quando finalmente conseguiu se dirigir ao público, falou por 10 minutos sobre o valor da democracia e a necessidade de diálogo, almejando restaurar a ordem.

“A respeitabilidade desta Mesa é inegociável”, destacou Motta, enfatizando a importância histórica do momento. No entanto, a expectativa de marcar o próximo encontro legislativo não se concretizou, e a continuidade desse episódio ficará em espera.

Esse ato na Câmara, marcado por descontentamentos e protestos, deixa claro que a luta pela democracia e o respeito às instituições permanece mais intensa do que nunca. Quais são suas opiniões sobre essa situação? Compartilhe suas reflexões nos comentários!

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