Parlamentar cristã volta a ser julgada por citar versículo bíblico na Finlândia

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A deputada finlandesa Päivi Räsänen, ex-ministra do Interior, enfrenta um novo desafio judicial em relação a uma postagem que fez no Twitter há seis anos. Na época, ela questionou a participação da Igreja Evangélica Luterana em um evento LGBT em Helsinque, citando um versículo bíblico que critica relacionamentos homossexuais.

Apesar de ter sido absolvida em duas ocasiões anteriores, Räsänen terá que se explicar na Suprema Corte da Finlândia. A audiência está marcada para 30 de outubro, onde ela apresentará seus argumentos sobre o caso.

Em 2019, a parlamentar publicou uma imagem de Romanos 1:27 em seu Twitter, que diz: “Os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de desejo uns pelos outros.” Em 2021, ela foi acusada de “agitação contra um grupo minoritário”, com base nas leis que lidam com crimes contra a humanidade.

Além do tweet, Räsänen enfrenta acusações relacionadas a um debate de rádio em que defendeu a visão de que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher, além de um panfleto cristão de 2004, coescrito com o bispo Juhana Pohjola. Ambos foram absolvidos em 2022 e novamente em 2023, mas o promotor recorreu, afirmando que a interpretação da parlamentar sobre a Bíblia é criminosa.

Uma questão central no processo é o uso da palavra “pecado”. Enquanto a acusação considera este termo odioso, a defesa defende que é uma expressão bíblica e que o julgamento coloca em xeque o texto sagrado.

Em declarações, Räsänen ressaltou: “Não é crime tuitar um versículo da Bíblia ou participar de um discurso público de uma perspectiva cristã.” Ela expressou que as tentativas de criminalizá-la resultaram em anos difíceis, mas ainda nutre esperanças de um veredicto que proteja a liberdade de expressão na Finlândia.

Seu advogado, Paul Coleman, da ADF International, também se manifestou, dizendo que é preocupante que a deputada seja novamente levada ao tribunal após duas absolvições. Ele destacou que as leis contra o “discurso de ódio” podem permitir processos ideológicos, e reforçou a importância de que todos tenham o direito de expressar suas crenças sem temor.

E você, o que pensa sobre este caso? A liberdade de expressão deve prevalecer, mesmo em opiniões controversas? Compartilhe suas ideias nos comentários!

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