Fux acompanha maioria e vota por condenação de Braga Netto

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TRAMA GOLPISTA

Ministro isenta ex-ministro de outros três crimes

Gabriela Araújo

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, participa da cerimônia de Lançamento de Novas Entregas do Programa Renda e Oportunidade

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, participa da cerimônia de Lançamento de Novas Entregas do Programa Renda e Oportunidade –

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação do ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, general Walter Braga Netto, por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O voto de Fux resulta em uma maioria de 3 a 0 até agora na Primeira Turma do STF.

Os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, são aguardados na próxima quinta-feira, 11.

A acusação

Braga Netto, junto de outros sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe após as eleições de 2022. Apesar da condenação, o ministro Fux pediu a absolvição do ex-ministro em relação a outros crimes, que incluem:

  • Organização criminosa armada;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado contra o patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Em seu voto, Fux afirmou que o ex-ministro financiou um plano que visava atacar o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele destacou que a execução do crime foi frustrada devido à suspensão de uma sessão do plenário da Corte, o que poderia ter gerado um episódio traumático para a estabilidade política do país.

O processo em questão

No início do julgamento, Fux expressou a necessidade de anulação do processo, alegando que o STF não tinha competência para julgar os réus, pois eles já haviam perdido seus cargos. Ele reforçou que sua decisão reafirma a jurisprudência da Corte.

O desenrolar deste caso continua sendo uma questão importante para a política nacional. Como cidadãos, é essencial estar informado sobre esses acontecimentos. O que você pensa sobre a condução desse julgamento? Sinta-se à vontade para deixar seu comentário e compartilhar sua opinião.

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