IBGE divulga resultados da PNAD Contínua sobre trabalho de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos

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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (19) os resultados da PNAD Contínua referente ao trabalho infantil no Brasil. Em 2024, cerca de 1,650 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil. Embora esse número tenha crescido em relação ao ano anterior, o Brasil viu uma queda de 21,4% desde 2016.

O levantamento mostrou que 54,1% das atividades ocupacionais estavam relacionadas a afazeres domésticos e cuidados de pessoas. A situação é mais alarmante entre os adolescentes de 16 e 17 anos, que apresentaram um aumento de 14,7% para 15,3% no trabalho infantil em um ano.

Em termos de educação, 97,5% dos jovens na faixa etária de 5 a 17 anos são estudantes, mas esse percentual cai para 88,8% entre aqueles que trabalham. A situação é ainda mais preocupante entre os adolescentes mais velhos: apenas 81,8% deles frequentam a escola, em contraste com 90,5% dos que não trabalham.

Outro dado relevante é que 69,4% dos adolescentes entre 16 e 17 anos trabalham de forma informal, a menor taxa já registrada até agora. Regionalmente, o Nordeste e o Sul apresentaram os maiores aumentos no número de jovens em trabalho infantil, com variações de 7,3% e 13,6%, respectivamente. Já a Região Norte teve uma queda de 12,1% nesse mesmo período.

Em termos de perfil, 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho eram negras ou pardas, e a maioria, 66%, era do sexo masculino. Um dado positivo é que o número de jovens na Lista TIP, que contempla as piores formas de trabalho infantil, caiu para 560 mil, o menor número da série histórica.

Entre as famílias que recebem o Bolsa Família, 5,2% das crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil, um percentual ligeiramente superior à média nacional. Contudo, houve uma redução mais acentuada do trabalho infantil entre os beneficiários do programa ao longo dos anos.

Esses dados nos mostram a realidade do trabalho infantil no Brasil e como ele ainda impacta a vida de muitos jovens. Que tal refletir sobre isso e comentar suas opiniões abaixo?

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