Febraban defende Pix, rebate críticas dos EUA e nega barreira à concorrência

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A FEBRABAN defende o Pix como uma infraestrutura de pagamentos aberta e não um produto comercial, afirmando que o sistema facilita a competição e opera em reais. Em meio a críticas dos EUA, a entidade destaca que as avaliações do USTR estão em curso e que o tema envolve até propostas de tarifas sobre exportações brasileiras.

Segundo a FEBRABAN, o Pix funciona como uma infraestrutura de pagamento, não como um produto, e foi desenvolvido com ampla cooperação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras. O modelo é aberto, não discriminatório, e não há restrição à entrada de novos participantes desde que atuem no mercado brasileiro e utilizem o real. Isso reforça a ideia de um ecossistema local e inclusivo.

A defesa ocorre após a divulgação de resultados de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que aponta o Pix como um fator que poderia dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro. A FEBRABAN compartilha a expectativa de que, durante a audiência pública aberta pelo USTR, o BC Brasil e o sistema bancário apresentem contribuições relevantes para esclarecer o funcionamento do Pix.

O posicionamento da FEBRABAN ganha contorno enquanto o governo dos EUA propõe uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, no âmbito da investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais. Na minuta divulgada, o Pix é citado como instrumento que poderia limitar a atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais, mas o sistema financeiro brasileiro contesta tais avaliações, defendendo o Pix como ferramenta de inclusão e eficiência.

A discussão segue em aberto, com o objetivo de esclarecer caminhos para a competição justa no setor de pagamentos digitais. A população pode acompanhar as próximas audiências e contribuições regulatórias, avaliando o papel do Pix na economia brasileira. Compartilhe nos comentários o que você pensa sobre Pix, economia digital e a relação Brasil-EUA nesse debate.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Prejuízo dos Correios sobe 83,02% e atinge R$ 3,158 bilhões no 1º trimestre

Correios informou hoje que apresentou prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões nos três primeiros meses de 2026, frente a um déficit de R$...

Durigan falará com secretário dos EUA após ‘diagnóstico’ sobre o PCC e CV

Durigan afirmou estar aberto a reuniões com autoridades americanas, mas sem agenda definida sobre a decisão dos EUA de classificar o PCC e...

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira

Petrobras anunciará nesta segunda-feira um desconto de R$ 0,3515 por litro no diesel de uso rodoviário para as distribuidoras, levando o preço médio...