MP-BA instaura inquérito contra plataformas de streaming por práticas abusivas

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) iniciou um inquérito civil para investigar possíveis práticas abusivas por parte de grandes plataformas de streaming, como Amazon Prime Video, Disney+, Netflix, HBO Max, Paramount+ e Apple TV+. A ação foi motivada por uma reclamação de um consumidor e está sob a responsabilidade da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador.

Segundo a portaria publicada, as empresas estão inserindo anúncios publicitários no conteúdo pago pelos assinantes. Além disso, há a cobrança de um valor extra para a remoção dessas publicidades. O MP-BA considera essas mudanças unilaterais prejudiciais aos consumidores, configurando alteração contratual.

O inquérito examina diversas condutas, como a suposta queda na qualidade de vídeo e áudio, limitações na quantidade de telas que podem ser utilizadas simultaneamente sem custo adicional e a imposição de pacotes diferenciados a preços elevados, só para manter padrões de serviço anteriores. As plataformas também são acusadas de não comunicarem adequadamente os usuários sobre as mudanças nas condições do serviço.

Como base para a investigação, o MP-BA citou uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra a Amazon Prime, que conseguiu uma decisão que suspendeu a inserção de anúncios para assinantes antigos e proibiu cobranças adicionais, mantendo o valor original da assinatura.

O MP-BA argumenta que estas práticas infringem o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), configurando venda casada e desequilíbrio contratual. As cláusulas dos Termos de Uso das plataformas são vistas como abusivas, pois limitam responsabilidades e frustram o direito de arrependimento.

Como uma das primeiras ações, a Warner Bros. Discovery, que opera a HBO Max, foi notificada e deve se manifestar em até 10 dias úteis, apresentando documentos, os Termos de Uso e explicações sobre as mudanças e custos aos consumidores. Outras entidades, como Procon-BA, Codecon e Senacon, também serão informadas sobre o inquérito.

O que você acha dessas práticas das plataformas de streaming? Sua opinião é importante, e queremos saber sua visão sobre o assunto. Comente e compartilhe sua experiência.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alvos de operação contra o CV no Vidigal que deixou turistas ‘ilhados’ em mirante são foragidos da Bahia; veja quem são

Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação na localidade do Vidigal para prender 13 foragidos do...

Após saída de Rodrigo Fonseca, Fluminense de Feira avalia nome de Edu Silva, técnico do sub-20, para sequência da temporada

Resumo: após a saída do técnico Rodrigo Fonseca, o Fluminense de Feira busca um novo treinador para dar continuidade ao projeto. Entre os...

Acidente entre dois carros na Chapada Diamantina deixa sete mortos e três feridos em Boninal

Resumo rápido: um grave acidente na BA-148, entre Boninal e Seabra, na Chapada Diamantina, deixou sete mortos e três feridos, incluindo duas crianças....