Cidades no breu: iluminação pública precária atinge o DF, do Plano Piloto a Ceilândia

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A falta de iluminação pública no Distrito Federal tem gerado uma onda de insegurança e indignação entre os moradores. Em várias localidades, até mesmo os faróis dos carros são a única fonte de luz durante a noite, mostrando a gravidade da situação.

Nas proximidades do Estádio Mané Garrincha, encontramos Cleanto Araújo Ferreira, um autônomo de 47 anos, que diariamente percebe a escuridão que envolve a área. Ele conta que a falta de luz é um problema sério, que persiste há bastante tempo sem solução. Em um breve período, a iluminação funcionou por um mês, mas logo foi interrompida novamente.

Cleanto compartilha sua preocupação com a segurança. Há cerca de dois meses, quase foi assaltado enquanto transitava pelo local. “Um indivíduo saiu do mato, mas consegui mudar de caminho. Acho que ele recuou por causa de uma viatura do Detran que passava”, relembra.

Fios retirados

Na W3 Norte, especificamente na quadra 714, a situação é similar. A parada de ônibus está às escuras, dependendo da luz de uma banca próxima para iluminação. Maria Celizene, proprietária do estabelecimento há mais de 30 anos, afirmou que os trabalhos de revitalização das calçadas resultaram na remoção dos fios de energia dos postes.

“A escuridão causa insegurança. Nos sábados, quando estou sozinha, fecho a porta de trás e deixo apenas a da frente aberta”, conta Maria, enfatizando a necessidade urgente de uma solução.

Arquibaldo Fraga, aposentado de 77 anos e morador da 715 Sul, também lamenta a falta de iluminação. Ele relata que alguns postes ainda não foram consertados após terem sido danificados. “Pagamos taxa de iluminação mensal, mas vivemos na escuridão. É complicado”, desabafa.

A situação é similar em Ceilândia, onde moradores relatam áreas completamente sem luz. Na QNM 8, a ausência de iluminação em vários postes deixa grandes trechos sem segurança.

Águas Claras e Sudoeste

O problema se repete na saída de Águas Claras, em direção ao Areal, e na quadra 102 do Sudoeste, onde a escuridão aumenta a preocupação de quem precisa andar pela região. Na Avenida Contorno, no Guará 2, a falta de luz representa um risco ainda maior para os pedestres que tentam atravessar.

O que diz a CEB

A CEB IPes, responsável pela iluminação pública no DF, informou que os problemas são, em grande parte, causados por furtos sistemáticos de cabos e equipamentos. As quadras 700 e 900, tanto na Asa Sul quanto na Asa Norte, são as mais afetadas por esses crimes.

Segundo a empresa, até julho deste ano, 57 km de cabos foram furtados, resultando em perdas estimadas em R$ 1,1 milhão. No ano anterior, foram 39 km, com perdas aproximadas de R$ 772 mil.

Abaixo, organiza-se algumas das respostas da CEB sobre locais visitados pela reportagem:

  • 715 Sul, fim do Eixão e entrada da EPGU: Furto de cabos e vandalismos comprometeram a iluminação.
  • 700 e 900 Norte e W3 Norte: Furtos frequentes exigem constantes reposições de cabos e luminárias.
  • Via estádio, sentido Noroeste: A CEB não encontrou chamados sobre falta de iluminação e enviará equipes para verificar.

A questão da iluminação pública no DF não é apenas um problema técnico, mas afeta diretamente a vida cotidiana dos moradores. Você já passou por alguma situação semelhante? Deixe seus comentários e opiniões sobre o tema.

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