A esquerda paulista, liderada pelo PT, está considerando apoiar uma chapa “centrista” para as duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Entre os nomes cogitados estão as ministras Simone Tebet (MDB), do Planejamento, e Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente. Cada estado brasileiro possui três cadeiras no Senado, e o mandato é de oito anos.
Com a articulação bolsonarista visando formar uma bancada significativa para aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado se tornou uma prioridade para a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), e o nome mais provável do campo da direita, é o único candidato confirmado. Outros nomes como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ainda estão indefinidos, com a expectativa de que seja alguém indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os líderes da esquerda em São Paulo buscam contornar o antipetismo local através de candidaturas mais moderadas, com o objetivo de conquistar pelo menos uma das duas vagas em disputa. Isso é visto como essencial para fortalecer o apoio ao presidente Lula em sua campanha à reeleição no maior colégio eleitoral do país.
A última vez que a esquerda conquistou uma vaga no Senado em São Paulo foi em 2010, com Marta Suplicy (PT). Hoje, os representantes paulistas são: Marcos Pontes (PL), Alexandre Giordano (MDB) e Mara Gabrilli (PSD). Apenas Marcos Pontes permanece por mais quatro anos no cargo, enquanto Giordano e Gabrilli devem concorrer à reeleição.
“O PT já desapegou dessa coisa de chapa puro sangue e não abrir mão de candidaturas. Em 2024, muitos no partido não se opuseram em apoiar Guilherme Boulos [do PSol] para a Prefeitura de São Paulo”, disse um deputado petista.
De acordo com o Metrópoles, a estratégia do PT está centrada na possibilidade de candidaturas competitivas, como a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ambos são considerados mais adequados ao eleitorado centrista.
Simone Tebet
O nome de Simone Tebet é amplamente citado entre petistas, mas lançar sua candidatura ao Senado em São Paulo requereria algumas adaptações, principalmente porque ela é de Mato Grosso do Sul. Embora haja esperança de que Tebet possa ser convencida a mudar o local de sua candidatura, a ministra tem reafirmado seu compromisso com seu estado natal.
“Não estou falando sobre a eleição ainda. Meu estado se chama Mato Grosso do Sul”, destacou Tebet recentemente. Contudo, a importância de São Paulo, onde Lula perdeu em 2022, é um fator que pode influenciar essa decisão.
Tebet, que concorreu à Presidência e apoiou Lula no segundo turno, teve uma votação significativa em São Paulo (8,1%). A candidatura dela, no entanto, exigiria uma troca de partido, já que o MDB estadual é dominado por figuras do campo antipetista.
Marina Silva
Marina Silva, por sua vez, enfrenta um dilema sobre o futuro político. Com seu grupo se tornando minoritário na Rede Sustentabilidade, ela avaliou convites de outros partidos para concorrer ao Senado. As conversas até agora incluem propostas do PSol e do PSB, com o PSB sendo visto como um partido mais estruturado.
Marina também manifestou a disposição de ser suplente de Haddad na candidatura ao Senado. Além disso, teve diálogos com o PT, mas uma filiação parece remota devido a desavenças do passado.
O cenário atual apresenta desafios, mas também oportunidades para a esquerda paulista. As candidaturas de Tebet e Marina podem ser matrimoniais a um palanque forte para a reeleição de Lula, já que ambos possuem apelo dentro do eleitorado.
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