Cientistas deram um passo importante na astronomia ao fotografar, pela primeira vez, dois buracos negros orbitando um ao outro. Na imagem, está o quasar OJ287, um buraco negro supermassivo localizado a cerca de 3,5 bilhões de anos-luz da Terra, acompanhado por um buraco negro menor. Essa descoberta foi publicada na revista científica The Astrophysical Journal.
A imagem mostra jatos de partículas emitidos por esses buracos negros quando se alimentam da matéria ao seu redor. Mauri Valtonen, líder do estudo e pesquisador na Universidade de Turku, explicou que a equipe conseguiu identificar esse sistema peculiar através da detecção dos fluxos luminosos emitidos por eles.
O quasar OJ287, conhecido por seu intenso brilho, vem sendo observado por astrônomos há mais de 136 anos. Essa longa vigilância já havia revelado uma variação periódica em seu brilho, que ocorre a cada 12 anos, relacionada à órbita do buraco negro menor.
Valtonen destacou que OJ287 é tão brilhante que pode ser registrado até mesmo por astrônomos amadores utilizando telescópios individuais.

Buraco negro menor tem jato retorcido
Os pesquisadores estimam que o buraco negro maior, no centro da galáxia, tenha cerca de 18 bilhões de massas solares, enquanto o menor tem aproximadamente 150 milhões de vezes a massa do Sol.
Surpreendentemente, a equipe identificou um novo tipo de jato vindo do buraco negro menor: um fluxo torcido. Esse fenômeno ocorre porque o buraco negro menor se move rapidamente ao redor de seu vizinho supermassivo, fazendo com que seu jato seja desviado conforme sua aceleração.
Os astrônomos compararam esse movimento a “uma cauda abanando”, a qual poderá ser vista torcendo em diferentes direções nos próximos anos com as mudanças de velocidade e direção do corpo menor.
Para capturar essas imagens impressionantes, a equipe utilizou o radiotelescópio do satélite RadioAstron, lançado em 2011. A antena de rádio foi posicionada até a metade da Lua, permitindo uma resolução inédita para objetos tão distantes.
Agora que a imagem foi revelada, fique à vontade para compartilhar suas opiniões e curiosidades sobre esse fascinante estudo. O que você achou da descoberta?
