113 Sul: quem é a delegada que induziu inocente a confessar crime

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Recentemente, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que inocentou Francisco Mairlon Barros Aguiar, preso por 15 anos por um triplo homicídio, voltou a colocar em questão a investigação do caso. Francisco foi apontado como um dos executores do Crime da 113 Sul, que vitimou o casal José e Maria Villela e a funcionária da família, Francisca Nascimento Silva.

Durante a apuração, a investigação passou pelas mãos de três delegadas, incluindo Mabel de Faria, que chefiava a Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida). Ao assumir o caso, ela seguiu uma única linha de investigação que envolvia quatro indivíduos, além das vítimas.

No julgamento ocorrido em 2019, Mabel reproduziu um suposto diálogo entre a filha de uma das vítimas e seu pai, o que gerou controvérsia na condução das provas apresentadas.

Versões Divergentes

A defesa de Francisco apresentou um vídeo contendo depoimentos de dois condenados, que confessaram serem os verdadeiros executores. Nas imagens, Mabel é vista interrogando Paulo, réu confesso, logo após sua prisão. Durante a conversa, ela e um outro homem tentam convencê-lo a modificar sua narrativa, afirmando que isso poderia impactar sua pena de maneira significativa.

Apesar das tentativas de persuasão, Paulo manteve sua versão inicial, mas, posteriormente, acabou mudando seu depoimento sob pressão e incluiu Francisco e outra pessoa no relato, algo que foi criticado pelos ministros do STJ, que consideraram as estratégias de interrogatório coercitivas.

Através das suas decisões, os ministros anularam todo o processo, autorizando a soltura imediata de Francisco, que já estava detido há quase 15 anos. Se novas evidências surgirem, o Ministério Público poderá reabrir o caso, mas, por ora, Francisco é considerado inocente.

A Aposentadoria da Delegada

Mabel de Faria se aposentou em 2018, após longos anos atuando na Polícia Civil e tendo sido uma das primeiras líderes da Corvida.

Resumo do Crime

  • Francisco Mairlon foi condenado a 47 anos e 10 dias de prisão por participar do triplo homicídio.
  • Ele foi preso com base no depoimento de dois outros executores confessos.
  • Anos depois, um deles reverteu sua declaração, isentando Francisco de qualquer participação.

Condução Controversa

A primeira delegada a investigar o caso, Martha Vargas, recorreu a uma vidente, o que levantou questionamentos sobre a condução da investigação. Martha acabou afastada após inconsistências nas provas que apresentava.

Essa reviravolta no caso desperta discussões importantes sobre práticas de investigação e a necessidade de garantir que ninguém seja condenado injustamente. A história de Francisco Mairlon é um lembrete sombrio da fragilidade de alguns procedimentos legais.

O que você pensa sobre esse caso? Acredita que houve excessos nas investigações? Comente sua opinião.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Secretário do Tesouro diz que Caixa “olha de forma objetiva” para ativos do BRB, “assim como qualquer outra instituição”

O secretário do Tesouro Nacional e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou que a Caixa analisa de forma objetiva...

Gracyanne Barbosa dá entrada na política e se filia ao Republicanos para concorrer como deputada federal

Gracyanne Lopes lançou-se como pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, após oficializar sua filiação ao Republicanos. A legenda, com forte ligação...

Imagens fortes: vereadora em SP atropela namorado após ser espancada por ele. Vídeo

A vereadora Aline Santos (MDB), de 36 anos, relatou que foi espancada pelo namorado, Bruno Marcelo Araujo de Souza, em Embu das Artes, na...