Governo brasileiro alerta que ‘intervenção externa’ na Venezuela pode ‘incendiar’ América do Sul

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O governo brasileiro está em alerta. Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula, expressou a preocupação com uma potencial intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo ele, tal ação poderia provocar uma crise profunda na América do Sul, o que seria inaceitável para o Brasil.

Em uma entrevista à AFP, Amorim criticou os ataques norte-americanos contra embarcações suspeitas de estarem ligadas ao tráfico de drogas, afirmando que não há provas que sustentem estas alegações. Ele chamou esses ataques de “ameaça de intervenção externa” e alertou sobre possíveis repercussões que isso teria na região.

Além disso, Amorim mencionou que o tema pode ser discutido durante uma reunião prevista entre Lula e Donald Trump no próximo domingo, na Malásia, paralela a uma cúpula da ASEAN. As relações entre Brasil e Estados Unidos têm se tornado mais tensas, especialmente após a imposição de sanções norte-americanas relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em suas declarações, Amorim enfatizou que qualquer tentativa de intervenção deve ser evitada, pois a questão do governo na Venezuela deve ser resolvida pelos próprios venezuelanos. Ele reafirmou que intervenções externas só levariam a mais instabilidade e um aumento no ressentimento entre os países da região.

Durante a conversa, foi abordado o recente diálogo entre Lula e Trump, que foi surpreendentemente livre de tensões políticas, apesar das complexidades das relações bilaterais. A expectativa é que esse encontro permita uma discussão mais prática e focada em interesses econômicos, como tarifas sobre produtos brasileiros.

Amorim afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo, incluindo questões sobre minerais críticos, desde que haja benefícios para o país. A ideia é buscar um entendimento que evite condições políticas complexas nas negociações.

Agora, a expectativa é como esse assunto será abordado no encontro entre os líderes e quais medidas podem ser tomadas para assegurar uma relação mais estável entre Brasil e Estados Unidos. O que você acha sobre essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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