Castro diz que GLO “permanente” não é solução para combater o crime

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), manifestou sua opinião de que a Garantia da Lei da Ordem (GLO) “permanente” não é a solução para combater a criminalidade. Em entrevista ao Metrópoles, logo após uma operação policial que resultou em 64 mortes, ele afirmou que o Exército não deve ser a resposta para os desafios de segurança pública.

Castro destacou a importância de operações integradas de inteligência, envolvendo diferentes órgãos federais. “Precisamos usar as forças federais, a Polícia Federal em uma situação, a Polícia Rodoviária Federal em outra, e as Forças Armadas quando necessário. O foco deve estar em projetos específicos, ao invés da presença do Exército nas ruas”, explicou.

No dia a dia, o governador acredita que o governo federal deve intensificar o combate ao tráfico nas fronteiras e reforçar ações contra a lavagem de dinheiro. Ele argumentou que se essas medidas forem efetivas, isso resultará em um enfraquecimento das organizações criminosas. “Essa é a função federal. Com isso funcionando, o investimento em segurança pública começará a mostrar resultados tangíveis”, disse.

Castro, que investe anualmente cerca de R$ 16 bilhões em segurança pública, enfatizou que a força policial do Rio passa por melhorias. “Tivemos avanços significativos, como o aumento dos salários e a criação do maior centro policial da América Latina”, afirmou. Ele destacou ainda a modernização da tecnologia utilizada pelas forças de segurança.

Sobre a operação mais letal na história do Rio, o governador lamentou as mortes de quatro policiais, chamando-os de “grandes vítimas dessa operação”. Em relação ao número de criminosos mortos, ele disse que, embora o planejamento da ação tenha durado 60 dias e sido monitorado pelo Ministério Público, os policiais que arriscaram suas vidas são os verdadeiros heróis.

Além disso, desde janeiro de 2025, o Governo do Estado solicitou ao Ministério da Defesa o envio de blindados para apoiar ações em áreas de risco, mas a pedido foi negado.

Como você vê as operações de segurança pública no Rio? Deixe sua opinião nos comentários e vamos discutir!

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