A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou nesta segunda-feira, dia 10, as plataformas Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee. O objetivo é que essas empresas revisem anôncios relacionados aos suplementos alimentares da marca Whey Gourmet.
Essa notificação visa prevenir riscos para os compradores e garantir a suspensão dos anúncios até que a autenticidade dos produtos seja verificável. Os suplementos adulterados estão sendo vendidos de forma livre na internet, mesmo após ações de fiscalização anteriores.
Além disso, a Senacon solicitou esclarecimentos sobre os mecanismos de controle e verificação da autenticidade dos produtos, as políticas de responsabilização de vendedores infratores e os procedimentos de devolução e ressarcimento para os consumidores que adquiriram produtos irregulares.

“Nosso trabalho é proteger o consumidor e garantir que plataformas de grande alcance cumpram seu papel de vigilância sobre os produtos que vendem. A venda de suplementos adulterados representa uma grave violação à saúde e segurança dos brasileiros. Essa questão não deve ser vista apenas como um problema pontual, mas sim como uma questão de responsabilidade compartilhada“, afirma o secretário nacional do consumidor, Paulo Pereira.
Investigação sobre o whey
A situação ganhou notoriedade após uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil de Americana, em São Paulo, que resultou na apreensão de cerca de quatro toneladas de suplementos irregulares, incluindo creatina e whey protein.
As investigações revelaram que os produtos apresentavam falsificação de rótulos e reembalagem irregular, sem registro na Vigilância Sanitária. Eles eram distribuídos para várias regiões do Brasil, o que mostra a grande escala do problema e os riscos à saúde pública.

O local investigado funcionava como um centro de distribuição de produtos adulterados, dedicando-se principalmente à venda online. Durante a operação, foram apreendidas caixas de pó branco utilizado como matéria-prima, uma balança de precisão e uma impressora que produzia etiquetas para os produtos, de acordo com informações do g1.
A Senacon anunciou que continuará a monitorar o caso e tomará as medidas necessárias para que as plataformas digitais adotem práticas que protejam os consumidores, especialmente em situações que possam pôr em risco a saúde e segurança da população.
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Na mesma data, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento dos suplementos alimentares da marca Proteus/Whey Isolate Protein Mix, vendidos pela Unlimited Alimentos e Suplementos SLU Ltda. Os produtos estavam sendo promovidos e vendidos em plataformas como Shopee e Mercado Livre, sem regularização sanitária e sem identificação de fabricante ou importador nacional.

Outra ação da Anvisa levou ao recolhimento de suplementos da Bugroon Raízes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda. A fabricante produzia e comercializava os produtos em sua plataforma oficial, sem o devido licenciamento sanitário. Os itens afetados incluem:
- Óleo de Menta Piperita Bugroon (todos os lotes);
- Óleo de Sucupira Bugroon (todos os lotes);
- Óleo de Copaíba Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Ginkocen Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Calmom Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Catux Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Unaro Moringa Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Neuralfocus Bugroon (todos os lotes);
- Suplemento Alimentar em Cápsulas Contradô Bugroon (todos os lotes).
É importante que os moradores estejam atentos a esses alertas e sempre verifiquem a procedência dos produtos que compram online. O que você acha sobre a venda de suplementos adulterados? Deixe sua opinião nos comentários.
