O Senado dos Estados Unidos aprovou um acordo de financiamento na noite de segunda-feira, encerrando um shutdown que já durava 40 dias, marcando um recorde na história do país. O projeto de lei agora segue para a Câmara dos Representantes, onde deve ser votado até quarta-feira.
A negociação envolveu parlamentares republicanos e um grupo de democratas centristas, resultando em uma aprovação de 60 votos a favor e 40 contra. O acordo visa restabelecer serviços paralisados, como o auxílio alimentar federal e o pagamento de milhares de funcionários federais.
Após a votação na Câmara, o presidente Donald Trump, que já manifestou interesse em fechar um acordo, precisará sancionar o projeto de lei.
Linha do tempo da crise
- A paralisação teve início em 1º de outubro, após o Congresso não aprovar o orçamento federal. No dia seguinte, a Casa Branca começou cortes de pessoal em diversas agências governamentais.
- No dia 10 de outubro, Trump declarou que pretendia “demitir muitos” servidores públicos, alegando que estariam alinhados ao Partido Democrata.
- Mesmo após uma decisão judicial que suspendeu novas demissões, o governo manteve seu plano de enxugamento, podendo chegar ao desligamento de até 10 mil funcionários se o impasse persistisse.
- Esse shutdown já superou as paralisações de 1995, 2013, e a de 2018-2019, tornando-se a mais longa da história dos Estados Unidos.
Tramitação na Câmara dos Representantes
O presidente da Câmara, Mike Johnson, convocou os deputados a retornarem a Washington para garantir a votação do texto e o fim do shutdown. Johnson indicou que dará um aviso formal de 36 horas para que os membros estejam presentes.
A paralisação teve impacto significativo, com diversas agências suspensas e milhares de servidores sem remuneração. O presidente Trump declarou apoio ao acordo, e a expectativa é que o projeto chegue à Câmara ainda essa semana.
Subsídios da Saúde seguem em risco
Entretanto, o acordo não garante a continuidade dos créditos tributários da lei de saúde, que foi central no impasse orçamentário. O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que uma votação sobre a extensão dos subsídios deve ocorrer até meados do próximo mês. Ele se mostrou otimista para que a paralisação chegue ao fim após quase seis semanas.
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