O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) usou as redes sociais para afirmar que está “disposto a escutar todos os lados” como relator de um projeto de lei que redefine a organização criminosa no Brasil. Aliados interpretam esse tom conciliador como temporário, prevendo que ele retorne a uma postura mais rígida em breve, especialmente em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fontes ligadas ao governo de São Paulo informam que, após sua atuação na relatoria, Derrite deve voltar para a Secretaria de Segurança Pública do estado. Essa mudança, segundo a análise de aliados, deve liberá-lo das limitações institucionais, permitindo que ele se posicione mais firmemente em questões delicadas.
Pressão do mercado financeiro
O colunista Igor Gadelha relata que Derrite e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), receberam avisos de influentes do mercado financeiro sobre os riscos de equiparar facções criminosas a grupos terroristas. Essa comparação, que Derrite defendia até recentemente, poderia afastar investimentos estrangeiros. Em resposta, o projeto foi alterado para que as penalidades aplicadas a faccionados sejam as mesmas atribuídas em casos de terrorismo.
Um aliado sugere que o projeto de Derrite pode “colocar ainda mais o governo Lula nas cordas” em relação à segurança pública, que é vista pela oposição como uma oportunidade de desgaste para o presidente. Outro interlocutor adverte que Derrite “não pode errar”, mas tem a chance de corrigir muitos problemas do sistema penal.
Futuro político de Derrite
As pesquisas recentes no Rio de Janeiro mostraram apoio à ação policial nos complexos do Alemão e da Penha. Essa aceitação reacendeu as aspirações da direita para o governo federal, que enfrentou dificuldades por conta das tarifas impostas pelos EUA e pela situação política de Jair Bolsonaro (PL).
Esse novo cenário traz novamente à tona os governadores de direita, como Cláudio Castro (PL), que se fortaleceu para uma corrida ao Senado. Crispando novas especulações, Tarcísio de Freitas, atual governador, surge como forte candidato à presidência, gerando uma disputa interna por sua sucessão em São Paulo.
Entre os bolsonaristas de São Paulo, Derrite é visto como o candidato mais promissor para suceder Tarcísio. No entanto, caso decida se candidatar, ele precisará defender as principais pautas bolsonaristas. Aliados afirmam que essas sinalizações devem acontecer de forma natural.
Banho de Progressistas
Aliados de Derrite comentam que ele “tomou um banho de Progressistas” ao mudar do PL para seu novo partido. Essa mudança parece preparar o terreno para uma candidatura ao governo de São Paulo, especialmente se Tarcísio seguir na corrida presidencial.
Embora muitos acreditem que Derrite deverá mesmo se candidatar ao Senado, ele planeja se reunir com Bolsonaro em Brasília para discutir a formação de uma forte nominata de senadores. O próprio Derrite afirma a aliados que pretende trabalhar no Legislativo para endurecer as penas e eliminar regalias como visita íntima e progressão de pena para criminosos.
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