Um projeto que buscava conceder o título de cidadão honorário de Brasília ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou um intenso debate na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira. A proposta, apresentada pelo deputado Joaquim Roriz Neto (PL), chegou a ser discutida, mas foi retirada por falta de apoio.
Roriz Neto defendeu a ideia como uma forma de reconhecimento ao presidente dos EUA. No entanto, a proposta dividiu opiniões entre os parlamentares. A oposição considerou a homenagem inadequada e fora do papel da CLDF.
O deputado Fábio Félix (Psol) foi um dos primeiros a criticar a proposta. Ele argumentou que homenagear Trump seria um gesto polêmico e irrelevante para a capital federal.
Chico Vigilante também se manifestou de forma contundente, afirmando que o presidente americano ameaça a democracia. “Minha avó dizia que no final dos tempos ia surgir uma besta-fera. Eu já disse aqui que a besta-fera é Donald Trump”, declarou Vigilante, acrescentando que não se pode conceder tal honra a uma figura que atenta contra a democracia.
Durante a sessão, o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), expressou seu apreço por Roriz, mas não se sentiu confortável em apoiar a homenagem. “Vou votar em consideração ao Joaquim, porém, não me sinto à vontade para votar a favor”, disse ele.
Jorge Vianna (PSD) tentou defender a proposta, lembrando que a Câmara já havia concedido honrarias a outras personalidades de fora do Distrito Federal. Contudo, Ricardo Vale (PT), vice-presidente da Casa legislativa, pediu a retirada do projeto, ressaltando que seria inaceitável aprovar uma homenagem a Trump.
Percebendo a falta de quórum, Joaquim Roriz resolveu pedir que o projeto fosse analisado em outra ocasião.
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