Após o encerramento da temporada da Stock Car Light no último domingo, em Brasília, Bruna Tomaselli, a única mulher no grid das categorias Pro e Light, conversou sobre a sua importância no campeonato. A piloto refletiu sobre um ano repleto de altos e baixos e compartilhou os desafios da etapa de retorno ao Autódromo Nelson Piquet.
“O automobilismo é um esporte para todos. Eu estou aqui representando e mostrando que nosso lugar é onde a gente quiser. Estou competindo de igual para igual”, disse Bruna em entrevista.
Bruna acredita que a presença feminina no automobilismo está aumentando a cada ano. Segundo ela, isso é resultado de um ambiente mais acolhedor e de exemplos que incentivam novas meninas a se envolverem com o esporte. “Fico sempre muito feliz ao ver o número de mulheres crescendo. Estamos trabalhando para ter cada vez mais meninas competindo e atuando nas equipes”, afirmou.
Ela não vê a questão de gênero como um tabu, mas como uma parte natural da evolução do esporte. “Não é tabu. O importante é mostrar que qualquer pessoa pode estar aqui. É um esporte para todos”, ressaltou.

Um ano repleto de desafios
Bruna descreveu 2025 como uma temporada “produtiva”, apesar dos desafios. “Como toda temporada, teve altos e baixos. Tivemos resultados positivos, mas também enfrentamos dificuldades. Estou satisfeita com o esforço da equipe”, disse.
A etapa em Brasília foi um dos momentos mais difíceis do ano. Mesmo com problemas no carro, ela valorizou a experiência de correr na reabertura do Autódromo Internacional, que esteve fechado por 11 anos para reformas. “Meu motor estragou, e perdi 20 km/h na reta. Mas corrida é assim. Fiquei feliz por ter competido aqui; com certeza, é um dos autódromos de mais alto nível do país”, explicou.
Na temporada 2025, Bruna terminou em 9º lugar entre os 24 pilotos da categoria. Suas melhores performances foram em Interlagos e no Velopark, onde somou 41 pontos. Em Brasília, enfrentou problemas no motor e finalizou em 7º, 15º e 14º nas corridas.
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