Em domingo de sol, Parada LGBT+ de SP leva 37 mil à Paulista, diz USP

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Foi a 30ª Parada LGBT+ de São Paulo, realizada neste domingo na Avenida Paulista, com a participação estimada de 36,8 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common. A contagem spatial foi feita a partir de fotos aéreas analisadas por inteligência artificial, com pico de público registrado às 14h37. O tema deste ano, Parada SP 30 anos: A rua convoca, a urna confirma, incentivou luta, coragem e ocupação nas ruas, mesmo diante da queda de patrocínios e da ausência das principais autoridades locais.

O evento contou com a presença do governo federal, representado pela ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello, mas não contou com o prefeito de São Paulo, nem com o governador do estado. O dia, de sol intenso, manteve a programação firme e mostrou, para organizadores, participantes e patrocinadores, a força da mobilização pela igualdade, inclusão e respeito aos direitos da comunidade LGBTQIA+.

A deputada Erika Hilton (PSol-SP) discursou ao longo do trajeto, recebendo aplausos da multidão ao lembrar a importância da representatividade. Em referência à luta por condições trabalhistas, Hilton citou a aprovação pela Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a jornada 6×1 e destacou que o tema segue para o Senado, sob cobrança permanente da militância e das entidades parceiras.

Outra voz de peso no evento foi Sâmia Bomfim, colega de Hilton, que criticou empresas que já apoiaram a Parada e recuaram após pressão de fundamentalistas. Ela pediu ao público que mostre aos patrocinadores que a comunidade LGBT+ também gera consumo, paga impostos e merece respeito. A parlamentar reforçou a necessidade de responsabilizar quem lucra com a diversidade e, ao mesmo tempo, requerer compromissos firmes com direitos e inclusão.

A PEC permanece em tramitação no Senado, com cobrança pública de lideranças. Hilton afirmou que é preciso manter a pressão para destravar a pauta e avançar em direitos trabalhistas para a população LGBTQIA+. No conjunto, a mobilização consolidou a mensagem de resistência e de laicidade do Estado, mesmo sem o respaldo de importantes figuras políticas locais.

A PEC em debate no Senado foi citada como ponto-chave para direitos trabalhistas e autonomia da comunidade, com Erika Hilton destacando que a vitória veio de vozes negras e trans na luta por dignidade. A deputada reforçou a necessidade de manter a pressão para destravar a pauta, sinalizando que mudanças profundas dependem de apoio contínuo à agenda de direitos humanos.

A parlamentar Sâmia Bomfim avaliou o cenário de patrocínio corporativo, acusando a pressão de conservadores que levou empresas a recuar. Ela lembrou aos presentes que o consumo e a arrecadação de impostos da comunidade LGBTQIA+ devem ser levados em conta, cobrando respeito efetivo e compromisso por parte das marcas que pretendem apoiar a causa.

Ao final, a cobertura destacou a participação de lideranças em um marco de resistência cívica, com o tema Estado Laico em evidência, e a expectativa de que o debate no Senado aproxime avanços por direitos iguais. A Parada, mais uma vez, consolidou-se como espaço de celebração, denúncia e união em torno de metas comuns para toda a cidade.

E você, qual a sua leitura sobre a atuação da Parada neste ano? Como você vê o andamento da PEC 6×1 e as ações de patrocinadores diante de pressões? Deixe seu comentário, participação e opinião para contribuir com o debate.

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