O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos 94 anos, enfrenta um processo de interdição motivado pelo avanço do Alzheimer, o que pode limitar sua capacidade de gerir bens e tomar decisões diárias. O caso tramita na Justiça de São Paulo, que busca esclarecer o estado civil do ex-presidente mediante a apresentação de uma certidão de casamento atualizada.
A interdição foi decretada após o agravamento do estado de saúde, com um laudo médico anexado aos autos apontando comprometimento de funções cognitivas relevantes. A avaliação embasa a necessidade de acompanhamento permanente por uma equipe de saúde para a observação e a proteção de seus interesses.
FHC comandou o Brasil de 1995 a 2003, eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A partir de 2024, ele mantém uma união estável com Patrícia Kundrát, quadro que levanta a dúvida sobre a existência de um casamento formal, assunto ainda em debate no processo.
No andamento, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) cobrou dos filhos do ex-presidente a apresentação de certidão de casamento atualizada. A medida partiu da juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 2ª Vara da Família e Sucessões, após o Ministério Público solicitar confirmação oficial do estado civil de FHC para fundamentar a curatela.
O processo também traz à tona o histórico conjugal de FHC: Ruth Cardoso, sua primeira esposa, faleceu em junho de 2008, aos 77 anos, vítima de ataque cardíaco na residência do casal, em Higienópolis, São Paulo. Embora exista união estável com Kundrát, o documento apresentado não necessariamente afasta a possibilidade de um casamento formal ter ocorrido.
E você, como encara essa história de proteção legal versus autonomia de uma pessoa idosa? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte o que pensa sobre o equilíbrio entre segurança jurídica e dignidade individual nessa situação.
