Raio-X da Papuda: presídio tem criminosos de três facções diferentes

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O Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, abriga 462 detentos que se consideram faccionados, organizados por celas para atuar de forma estruturada e cooptar custodianos, ampliando redes criminosas.

1) Até o dia 4 de novembro deste ano, a Papuda abrigava 206 integrantes da facção paulista PCC, 183 do grupo local Comboio do Cão (CDC) e 73 da facção carioca Comando Vermelho (CV).

“Eles têm uma política de misturar todos. Aqui em Brasília não tem isso de presídio do PCC e outro do CV. Misturam justamente para frear a expansão de uma e de outra.”

2) A convivência entre rivais é adotada como estratégia para impedir que um grupo use o ambiente prisional como campo de recrutamento, já que um faccionado não consegue cooptar outro com um rival à espreita.

3) Na última quinta-feira, 4/12, a Polícia Civil do DF deflagrou as operações Concordia II e Occasus, visando a reestruturação de células ligadas ao PCC. Ao todo, foram mobilizados 110 policiais para cumprir 25 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em várias regiões do DF, incluindo Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, além de endereços em Valparaíso (GO) e em presídios do DF.

4) Durante as ações, os investigadores apreenderam diversos bilhetes em posse dos alvos, que atuavam no Papuda para cooptar novos integrantes e expansão do PCC no DF.

“Na casa de um dos alvos, os investigadores se depararam com um Yin e Yang pichado na parede. Esse símbolo representa a facção paulista.”

O símbolo foi encontrado na residência de um dos alvos, em Valparaíso de Goiás (GO).

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Símbolo do PCC pichado na parede da residência de criminoso

5) Os investigadores mostram que os presidiários integravam células independentes do PCC na Papuda e trabalhavam para ampliar a atuação da facção no Distrito Federal, mantendo registros de comunicação interna e marcas de identificação, como os bilhetes apreendidos.

O andamento das ações reforça a ideia de que o DF adotou um modelo de inteligência policial e políticas penitenciárias que convivem com rivais, com o objetivo de frear a expansão de facções no sistema prisional.

E você, qual é a sua leitura sobre essa estratégia de convivência entre facções e as operações de repressão no DF? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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