Projeto que proíbe mudanças na Bíblia avança no Senado e divide líderes cristãos

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Entidades evangélicas e católicas estão muito preocupadas com um projeto de lei que avança no Senado Federal. A proposta visa proibir qualquer alteração nos textos da Bíblia, abrangendo adição, edição e supressão. A iniciativa já foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2022 e busca garantir a imutabilidade do conteúdo bíblico, segundo o autor, o deputado Pastor Sargento Isidório.

1. O projeto impede alterações nos textos da Bíblia, visando preservar o que é considerado patrimônio espiritual do povo brasileiro.
2. Há uma diversidade de versões entre as tradições cristãs, o que complica a definição de uma “Bíblia oficial”.
3. Durante audiências, líderes cristãos expressaram suas preocupações sobre a proposta e seu impacto no diálogo inter-religioso.
4. Críticos temem que o projeto crie precedentes problemáticos, interferindo nas competências religiosas.
5. Apesar das críticas, os apoiadores garantem que o texto não busca padronizar versões da Bíblia.

Durante uma audiência pública em outubro, líderes religiosos questionaram a viabilidade da proposta. O padre Cássio Murilo Dias da Silva, da CNBB, alertou sobre os riscos de transformar a Bíblia em uma “palavra humana”, o que poderia prejudicar o diálogo entre diferentes tradições cristãs.

O deputado Isidório se defendeu afirmando que o objetivo do projeto é prevenir manipulações motivadas por interesses políticos e comerciais, sem a intenção de estabelecer uma versão oficial da Bíblia. Por outro lado, o senador Magno Malta, relator do projeto, enfatizou que ele visa proteger o conteúdo da Bíblia, permitindo que cada denominação mantenha sua versão.

Parlamentares de diversas tradições cristãs ainda permanecem céticos em relação ao projeto. O deputado Luiz Gastão, presidente da Frente Parlamentar Católica, apontou falhas e sugeriu que é mais adequado reconhecer a autenticidade das diferentes versões já adotadas.

O projeto, que acabou de passar pela Comissão de Direitos Humanos, agora segue para a Comissão de Educação antes de ir ao plenário do Senado. O que você pensa sobre essa proposta? A sua opinião é muito importante, então não hesite em comentar abaixo.

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