Câmara Municipal aprova uso da Bíblia em escolas de Pouso Alegre, MG

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Câmara Municipal de Pouso Alegre, em Minas Gerais, aprovou em segunda votação o Projeto de Lei nº 8.043/2025, que autoriza o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico nas escolas da cidade. A deliberação ocorreu na terça-feira, dia 9, com 9 votos a favor e 5 contra.

De autoria do vereador Leandro Morais (União), o PL autoriza a Bíblia a ser usada para estudos culturais, históricos, geográficos e arqueológicos, com o objetivo de oferecer aos estudantes a oportunidade de compreender as raízes civilizatórias que moldaram sociedades ao longo dos séculos.

A participação dos estudantes nas atividades com a Bíblia é opcional, assegurando a liberdade de crença. O vereador Hélio Carlos de Oliveira apresentou uma emenda para incluir outros livros religiosos, mas a alteração foi rejeitada pela maioria dos edis.

Pouso Alegre tornou-se a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia nas escolas. Em agosto, Divinópolis já havia aprovado a medida, e em Belo Horizonte, em maio, houve projeto semelhante que acabou suspenso pelo TJMG por considerar a lei inconstitucional, já que a educação é competência da União.

O STF já se posicionou de modo favorável ao ensino religioso nas escolas públicas, desde que seja facultativo e não confessional, conforme ADI 4439/2017, e a Constituição Federal e a LDB permitem o uso de materiais religiosos como recurso pedagógico, desde que não haja obrigação e respeite a pluralidade de crenças.

No âmbito nacional, projetos semelhantes já avançaram em outras cidades. Em dezembro, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que autoriza bibliotecas escolares públicas a manter um exemplar da Bíblia, e o texto segue para as comissões pertinentes antes de votação no Senado. Em Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Conquista da Vitória (BA) também houve aprovações ou debates sobre o tema; outras cidades discutem medidas de disponibilização de Bíblias nas bibliotecas escolares, mantendo o caráter opcional.

Essa tendência alimenta o debate sobre educação, religião e pluralidade, cabendo às escolas respeitar a diversidade de crenças sem impor conteúdos religiosos. O que você pensa sobre o uso da Bíblia na educação, desde que opcional e não confessional? Deixe sua opinião nos comentários para a gente acompanhar a repercussão local.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

ONU é pressionada para investigar o “genocídio por desgaste” contra cristãos na Nigéria

Um memorando dirigido ao Relator Especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Religião ou Crença alerta para uma escalada de violência contra cristãos...

Frequentar a igreja está associada a uma melhor saúde mental

Uma análise amplamente abrangente do Wheatley Institute, ligado à BYU, aponta que a prática religiosa está associada a melhores indicadores de saúde mental....

Cristãos levam esperança e pizza a soldados e civis em zona de guerra na Ucrânia

Em meio ao conflito na Ucrânia, cristãos estão distribuindo pizzas gratuitas para vítimas da guerra, oferecendo alimento e apoio emocional e espiritual. A...