Kremlin nega preparação de reunião trilateral com Ucrânia e Estados Unidos

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Kremlin negou neste domingo a preparação de uma reunião trilateral com Kiev e Washington, enquanto, em Miami, negociações entre Kiev, Washington e Europa avançam sob mediação de enviados dos EUA para buscar o fim da guerra na Ucrânia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que Washington havia proposto um encontro cara a cara entre Moscou e Kiev em formato trilateral, a primeira negociação direta em meio ano. O assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que ainda não houve confirmação de qualquer iniciativa séria e que não está sendo organizada.

Apesar das tentativas, Zelensky se mostrou mais otimista, dizendo que as negociações entre americanos, europeus e ucranianos avançam “em ritmo bastante rápido” e que tudo depende de a Rússia reconhecer a necessidade de pôr fim à guerra. Ele reiterou, porém, que os sinais vindos de Moscou têm sido negativos.

Um passo relevante foi a presença do enviado russo Kirill Dmitriev em Miami, onde delegações de Kiev e Europa participam das conversas sob a mediação de Steve Witkoff e do genro do ex-presidente dos EUA, Jared Kushner. Dmitriev voltará a Moscou para apresentar relatório e discutir próximos passos, segundo a assessoria do Kremlin.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Putin demonstrou disposição para dialogar com o presidente francês Emmanuel Macron, caso haja vontade política. O gabinete de Macron disse que essa disposição é bem-vinda.

No campo militar, a Rússia acelerou conquistas na frente ucraniana, controlando cerca de 19% do território, segundo relatos. Zelensky destacou que, na última semana, a Rússia lançou aproximadamente 1.300 drones de ataque, quase 1.200 bombas guiadas e 9 mísseis, com Odessa e o sul do país entre os locais mais atingidos.

A última rodada de negociações diretas oficiais entre Kiev e Moscou foi em Istambul, em julho. A participação de russos e europeus nas conversas deste fim de semana representa avanço em relação à fase anterior, em que os EUA conduziam negociações separadamente com cada parte.

A postura de Moscou permanece cautelosa sobre um diálogo direto, com a Rússia vendo a participação dos aliados europeus como entrave à paz. Ainda assim, Peskov ressaltou a vontade de abrir diálogo com Macron, o que foi visto como sinal positivo pelo governo francês.

O conflito, já no quinto ano, segue tenso, com ataques à infraestrutura e relatos de crimes de guerra nas regiões fronteiriças, segundo autoridades ucranianas.

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