Secretário-adjunto de Arujá é investigado por assassinar GCM a tiros

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O secretário-adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, é investigado pela Polícia Civil como principal suspeito pela morte do guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto, ocorrida na véspera do Natal, em Mogi das Cruzes. Almeida, ex-GCM, também atuou como vereador e estava foragido até o momento da publicação desta matéria. A Prefeitura de Arujá confirmou o afastamento dele e informou que irá colaborar com as apurações; a suspensão das funções na Guarda Municipal permanece até decisão judicial, e a Câmara Municipal de Arujá será responsável pela decisão sobre o mandato de vereador, caso ele permaneça licenciado.

O crime, registrado pela Polícia Civil, resultou na morte de Nelson Caetano de Lima Neto, guarda civil municipal de Mogi das Cruzes. Almeida é apontado como autor dos disparos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou a linha investigativa que envolve o suspeito.

Segundo uma fonte que acompanha o caso, Almeida discutiu com a ex-companheira, que hoje namora a vítima. O GCM testemunhou a discussão, mas não se envolveu.

“Quando ele [vítima] resolveu ir embora, para deixar o Uelton falar com a ex, foi surpreendido pelos disparos”.

A mesma fonte informou que, até o início da tarde desta quinta-feira (25/12), Almeida negociava a entrega à Polícia Civil por meio de seu advogado. A defesa não foi localizada pela reportagem.

Além da investigação criminal, Almeida foi citado em procedimento do Ministério Público de São Paulo por suspeita de improbidade administrativa. O inquérito civil, aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Arujá, apurou o acúmulo irregular do cargo de Guarda Municipal com o mandato de vereador entre 2021 e 2024, com sessões realizadas em horários incompatíveis com a jornada na GCM. O município calculou prejuízo aos cofres públicos de R$ 2.913,35, com juros.

Durante a tramitação do inquérito, o Metrópoles teve acesso a documentos que mostram que Almeida confessou a prática e firmou um acordo de não persecução cível com a Promotoria. Pelo acordo, ele se comprometeu a ressarcir integralmente o dano e a pagar multa civil no mesmo valor, totalizando R$ 5.826,70. O acordo foi homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público, resultando no arquivamento do inquérito civil.

A investigação aponta que Almeida acumulava de forma irregular o cargo de Guarda Civil Municipal com o mandato de vereador, participando de sessões da Câmara Municipal de Arujá em horários diversos do expediente da GCM, conforme apurado pelo MP. A decisão sobre o mandato parlamentar cabe à Câmara Municipal de Arujá.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Almeida, mas não houve confirmação até o fechamento desta edição. Em razão da gravidade do caso, a prefeitura informou que continuará colaborando com as apurações e que as medidas administrativas adotadas permanecem em vigor.

Fique atento para novas atualizações sobre o andamento das investigações e as decisões judiciais envolvendo Uelton de Souza Almeida, Nelson Caetano de Lima Neto e as responsabilidades administrativas relacionadas.

Como você lê essa situação? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perguntas ou hipóteses sobre o desenrolar deste caso na cidade e na região.

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