Governo publica lista de benefícios que não terão corte linear de 10%

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Governo publica lista de benefícios fiscais que ficam fora do corte de 10% a partir de 2026

O governo federal publicou, nesta quarta-feira (31/12), a lista de benefícios fiscais que não serão atingidos pelo corte linear de 10% aprovado pelo Congresso Nacional. A publicação está no Diário Oficial da União (DOU) e os cortes entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 para benefícios relacionados ao IRPJ e ao II.

Congresso Nacional
1 de 1 congresso nacional – Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

A medida faz parte de uma tentativa do governo de ampliar a arrecadação e fechar as contas públicas em 2026. No entanto, foram aprovadas uma série de isenções, o que, na opinião de especialistas ouvidos pelo Metrópoles, pode comprometer a estrutura do projeto.

Segundo a medida publicada, ficam isentos do corte de benefícios fiscais:

  • Imunidades constitucionais;
  • Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio;
  • Simples Nacional;
  • Cesta Básica Nacional, incluída a cesta básica prevista na reforma tributária do consumo;
  • Benefícios concedidos por prazo determinado a contribuintes que já tenham cumprido condição onerosa para sua fruição. É considerado condição onerosa investimento previsto em projeto aprovado pelo Poder Executivo federal até 31 de dezembro de 2025;
  • Benefícios para entidades sem fins lucrativos;
  • Benefícios relativos à política industrial para os setores de tecnologia da informação e comunicação e de semicondutores;
  • Benefícios tributários cuja lei concessiva preveja teto quantitativo global para a concessão;
  • Benefícios referentes ao Prouni;
  • Benefícios referentes ao Minha Casa, Minha Vida;
  • Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta.

Além disso, devem ficar de fora do corte as despesas com a Contribuição Social sobre Receitas de Exportação do setor rural, as contribuições com o PIS/Pasep, os impostos de importação de máquinas, doações a entidades sem fins lucrativos e os Microempreendedores Individuais.

Especialistas destacam que a manutenção dessas isenções pode comprometer a efetividade do ajuste fiscal, exigindo acompanhamento cuidadoso do impacto na arrecadação e ajustes futuros para manter o equilíbrio das contas públicas.

E você, o que pensa sobre essas mudanças nos benefícios fiscais? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre os efeitos na economia, no bolso do consumidor e no ambiente de negócios.

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