Resumo objetivo: uma mansão de proporções faraônicas no Jardim Paulista, um dos bairros mais caros de São Paulo, gerou polêmica entre moradores e autoridades. O empresário João Adibe, presidente da Cimed e entre os mais ricos do país, é o responsável pela obra envolta em denúncias de irregularidades, com embargo vigente e fiscalização de órgãos de patrimônio.
Em 5 de agosto, uma equipe de arquitetos e advogados do Condephaat, acompanhada pela prefeitura, esteve no local para apurar denúncias, mas não foi autorizada a entrar. Mesmo assim, registraram uma edícula que, segundo eles, extrapassa o recuo e a altura permitidos, e constataram que mais de 100 trabalhadores estavam na obra, mesmo com o embargo.
Entre as denúncias constam superfaturação de altura, descarte de vegetação, pavimentação que compromete a permeabilidade do solo e intervenções não previstas no projeto aprovado. A AME Jardins também citou avarias observadas por vizinhos, incluindo fissuras em imóveis vizinhos, e relatou que houve “deboche” ao embargo em um vídeo divulgado pela mulher de Adibe, a influencer Cinthya Marques.
Decisão judicial e consequências: no dia 19, a juíza Mariana Medeiros Lenz, da 9ª Vara da Fazenda Pública, determinou a paralisação imediata da obra, a abertura de inquérito policial por desobediência ao auto de embargo e aplicou multa diária de 50 mil reais, com teto de 5 milhões. A decisão também autorizou vistoria por servidores do Condephaat, vetou a emissão de Habite-se e determinou a averbação da ação na matrícula do imóvel.
Os advogados de Adibe negaram irregularidades, afirmando que a obra foi autorizada por todos os órgãos competentes e que já estaria concluída, com Habite-se comprovando a regularidade. Em defesa, afirmam ainda que um laudo pericial afastou responsabilidade do proprietário, sugerindo que os danos são decorrentes de má conservação do imóvel pelo vizinho. A magistrada ressaltou o risco ambiental e urbanístico de manter atividades no local.
Abaixo, navegue pela galeria com as imagens associadas ao caso.




Observação final: a defesa técnica sustenta que o imóvel já possui Habite-se e que o laudo pericial indicou responsabilidade de conservação por parte do vizinho, não do empreendimento. A decisão judicial, no entanto, mantém a paralisação e as medidas cautelares para apurar todas as irregularidades.
E você, qual a sua leitura sobre esse conflito entre preservação do patrimônio, normas urbanísticas e interesses de quem investe em imóveis de alto padrão? Deixe seu comentário com a sua opinião e perguntas.
