A Cantareira continua operando na Faixa 4 — Restrições para janeiro de 2026, com o volume útil em 20,18% até 31 de dezembro de 2025, conforme informações da ANA (Agência Nacional de Águas) e da SP?Águas. A medida mantém o regime de redução de consumo na Região Metropolitana de São Paulo.
Caso o volume útil caia abaixo de 20%, o sistema avança para a Faixa 5 — Especial, com restrições ainda mais severas. As regras de operação do Cantareira permanecem em vigor para guiar o abastecimento.
Para janeiro de 2026, a Sabesp pode retirar até 23 m3/s, conforme a Resolução Conjunta nº 925/2017 do DAEE e da agência reguladora. Além disso, pode usar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Jaguari, para reforçar o Cantareira, em uma operação de transferência entre reservatórios.
A queda do volume decorre do período seco, mesmo com a expectativa de chuvas entre outubro de 2025 e maio de 2026. Em dezembro, o volume útil recuou de 20,99% para 20,18%; as faixas são definidas pela água armazenada.
O Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e contribui para usos múltiplos, incluindo Campinas. O sistema é composto por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, a interligação entre Jaguari e Atibainha ampliou a segurança hídrica.
Embora os reservatórios fiquem inteiramente no território paulista, parte das águas tem origem em rios cuja nascente está em Minas Gerais, compondo a bacia Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
A ANA e a SP-Águas acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e volumes, avaliando se as regras vigentes são adequadas para a gestão dos recursos hídricos do Sistema Cantareira e evitando chegar ao volume morto ou a situações de emergência.
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