Um navio-tanque com propriedade chinesa foi atingido por disparos do Irã no Estreito de Ormuz, segundo o jornal Caixin. A publicação afirma que é a primeira vez que uma embarcação de origem chinesa sofre esse tipo de ataque desde o início do conflito. O episódio foi confirmado pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, em postagens nas redes sociais.
De acordo com Caixin, o navio-tanque, com inscrição de “proprietário e tripulação chineses”, foi alvejado no dia 4 de maio, enquanto atravessava o estreito. A reportagem ressalta que, apesar do ataque, a embarcação permanece sob operação, sem confirmar feridos. O episódio destaca a vulnerabilidade de uma rota marítima essencial no cenário internacional.
No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano para auxiliar embarcações encalhadas, medida que, segundo fontes, foi suspensa no dia seguinte. A ação ocorre em um momento de tensões crescentes na região e de preocupação com o destino de rotas comerciais críticas.
O Estreito de Ormuz é crucial para a economia global: por ele passam aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente, em cerca de 20 milhões de barris diários. O tráfego está praticamente paralisado desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro, elevando o temor de interrupções no abastecimento e de pressões sobre os preços internacionais.
Analistas destacam que, mesmo sem informações definitivas sobre danos graves, o episódio evidencia a fragilidade de uma rota tão sensível. A tensão na região pode ter impactos diretos nos mercados globais. E você, como enxerga os riscos para o abastecimento mundial diante de conflitos nessa região?
