Pesquisa Genial/Quaest, divulgada pela colunista Monica Bergamo da Folha de S.Paulo, mostra um retrato dividido da opinião pública brasileira sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com dados obtidos no final de dezembro de 2025.
De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados entendem que Bolsonaro foi preso em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal por atos praticados por ele próprio ou por familiares. Já 21% discordam e veem a prisão como resultado de perseguição política do STF ou de Alexandre de Moraes.
Entre os que atribuem a prisão a ações de Bolsonaro ou de sua família, 32% afirmam que ele foi preso por ter danificado a tornozeleira eletrônica. Outros 16% citam o risco de fuga para o exterior. Apenas 4% apontam que o filho Flávio Bolsonaro organizou uma vigília próximo ao condomínio em que ele morava.
No conjunto dos entrevistados, 51% dizem que Jair Bolsonaro “merece estar preso”. Entre petistas, esse índice aumenta para 91%, enquanto entre bolsonaristas cai para 4%.
Além disso, 56% afirmam que o ex-presidente ficou “mais fraco” após a prisão. Entre bolsonaristas, 52% atribuem a prisão a uma perseguição da Corte.
Mesmo entre apoiadores de Bolsonaro, 18% acreditam que ele continua preso por ter violado a tornozeleira.
A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em diversos estados do país e traz o registro de entrevistas realizadas no final de dezembro de 2025.
Observação sobre o contexto: esses dados evidenciam apenas percepções e não condizem com uma avaliação judicial, refletindo a diversidade de opiniões na sociedade brasileira. Quais esses pontos mais chamam sua atenção? Compartilhe nos comentários suas interpretações e perspectivas sobre o tema.
