China pede aos EUA liberação de Maduro; operação na Venezuela deixa dezenas de mortos
O Ministério das Relações Exteriores da China pediu, neste domingo, que os Estados Unidos libertem o presidente Nicolás Maduro, após a captura dele em Caracas por forças americanas. O mesmo pedido foi feito pela Rússia, que solicitou a libertação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em meio a tensões internacionais sobre a ação.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou que Maduro e Flores foram capturados e removidos do país durante uma ofensiva que atingiu várias regiões da Venezuela, segundo informações oficiais. A cidade onde o presidente venezuelano estaria sendo mantido não foi especificada, mas a operação foi de grande repercussão regional.
A China afirmou que a ação viola o direito internacional, as normas básicas das relações entre nações e os propósitos da Carta da ONU. O país pediu que os EUA garantam a segurança de Maduro e de sua esposa e que resolvam as questões por meio do diálogo e da negociação, sem recorrer à derrubada do governo venezuelano.
Maduro permanece detido enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, com a acusação prevendo pena mínima de 20 anos, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncias apresentadas em Nova York.
O Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, onde Maduro ficou desde a captura, é descrito como um local de condições precárias e, para muitos, um ambiente de alta violência.
A ofensiva dos EUA contra a Venezuela resultou, segundo o The New York Times, na morte de 40 pessoas, entre civis e membros das forças de segurança venezuelanas. A notícia cita um alto funcionário venezuelano que confirmou o número de vítimas.
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