Mãe de Eliza Samudio cobra esclarecimentos sobre passaporte da filha localizado em Portugal

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Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, usou as redes sociais para cobrar esclarecimentos sobre um passaporte da filha localizado recentemente em Portugal. A descoberta, realizada na última semana, levanta dúvidas sobre as circunstâncias do caso e reforça o apelo por informações claras das autoridades sobre o que houve com o documento.

Na publicação, Sonia afirmou que os fatos ainda são pouco explicados. Ela destacou que “há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento” e reforçou a dor de pensar na filha todos os dias, dizendo: “Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir.”

O Itamaraty informou que o passaporte, expirado e cancelado, será enviado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Até o momento, não foram detalhadas as circunstâncias em que o documento foi encontrado nem o motivo da sua localização fora do país.

Eliza Samudio foi assassinada aos 25 anos em 2010. Oito pessoas foram condenadas pelo crime, mas o corpo da modelo nunca foi encontrado. A principal suspeita é de que o corpo tenha sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. O ex-goleiro Bruno, com quem a modelo manteve um relacionamento, foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O casal teve um filho que, na época, não tinha a paternidade reconhecida.

Em janeiro de 2023, Bruno obteve liberdade condicional, após a pena ter sido progressa para o regime semiaberto em 2018. O caso continua a despertar debate público sobre justiça e transparência em episódios envolvendo violência contra mulheres e famílias impactadas.

Sonia Moura afirma que permanecerá em silêncio, mas assegura que vai exigir das autoridades respostas sobre o que aconteceu. “Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, reiterou, reiterando o clamor da família por esclarecimentos.

Este episódio reacende o debate sobre justiça, transparência e o tratamento de casos de violência contra mulheres no Brasil. A qualquer momento, novas informações podem surgir, ampliando a compreensão do que ocorreu naquela época. Comente abaixo: qual é a sua leitura sobre o que falta esclarecer e como as autoridades poderiam avançar nesse caso?

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