Solenidade sobre 8 de janeiro foi rápida, contou com baixa presença de manifestantes e não houve citação à Venezuela

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Uma solenidade rápida, com duração inferior a 40 minutos, marcou a celebração dos três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Palácio do Planalto reuniu público interno, enquanto a presença dos militantes na área externa foi reduzida, com o governo afirmando ter convidado cerca de duas mil pessoas.

No discurso de 13 minutos, Lula alternou entre improvisos e trechos escritos. Ele mencionou traidores da pátria ao comentar políticas defendidas pelo governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, mas não citou a recente captura de Nicolás Maduro pelas forças norte?americanas.

Na parte falada de improviso, o presidente ressaltou a relação com o Congresso e afirmou que, mesmo em meio a uma maioria não governista, o governo conseguiu aprovar pautas importantes. Ele elogiou as instituições e descreveu o julgamento dos envolvidos na trama golpista como magistral.

Na leitura da primeira parte, Lula fez um balanço dos três anos de governo, destacando projetos aprovados e indicadores econômicos como a queda da inflação e do desemprego, além de afirmar que o mercado errou as previsões para 2025.

No pronunciamento escrito, o presidente classificou 8 de janeiro como uma virada na democracia brasileira, ressaltando que a democracia não é permanente e precisa ser defendida constantemente contra candidatos a ditadores e ataques autoritários.

“A democracia é a arte do impossível, da competição e da convivência democrática na diversidade”, afirmou Lula, elogiando as instituições e destacando que a defesa do regime democrático requer vigilância contínua. Ele também citou a Operação Lava Jato para enfatizar que a Justiça atuou com transparência e baseou condenações em provas robustas.

No encerramento, Lula rejeitou qualquer tipo de ditadura, defendendo uma democracia que emane do povo e seja exercida em nome do povo. Ao lado de ministros, governadores e parlamentares, ele desceu a rampa do Planalto e cumprimentou militantes em frente à Praça dos Três Poderes.

Paralelamente, manifestantes convocados pelo PT promoveram um ato pela democracia, exibindo bandeiras venezuelanas e empunhando cartazes contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo também pediu veto a propostas de dosimetria presentes no debate.

Ao fim dos discursos e da assinatura do veto integral a um projeto que pretendia reduzir penas de condenados pelo 8 de janeiro e pela tentativa de golpe, Lula desceu do Planalto com Janja, reforçando o compromisso com a democracia diante da população.

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