Lula conversou por telefone com Petro sobre situação na Venezuela

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Resumo: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente colombiano Gustavo Petro conversaram por telefone, nesta quinta-feira (8/1), sobre a tensão na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cília Flores. Os dois destacaram a preocupação com o uso de forças militares em território venezuelano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania do país.

Segundo o Palácio do Planalto, a ofensiva norte-americana é vista como um precedente perigoso para a paz regional e para a ordem internacional. Lula repetiu essa posição ao longo da semana, reforçando a necessidade de um caminho pacífico para a crise venezuelana por meio de negociações e respeito à população.

Os brasileiros também saudaram o anúncio do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, sobre a libertação de presos políticos nacionais e estrangeiros. O governo venezuelano contou com a intermediação de José Luis Rodríguez Zapatero, do governo do Catar e de Lula para o diálogo entre as partes nos últimos anos.

Na conversa, Lula informou a Petro que o Brasil enviará cerca de 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares à Venezuela, totalizando 300 toneladas já arrecadadas. Os materiais devem reabastecer estoques de diálise atingidos pelos bombardeios do último fim de semana.

Um trecho do comunicado do Planalto reforça a disposição de Brasil e Colômbia em manter a cooperação pela paz e pela estabilidade na Venezuela, destacando também o papel dos migrantes venezuelanos acolhidos nos últimos anos.

Trump e Petro: na véspera, Petro manteve conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que, desde janeiro de 2025, ocupa o cargo — e, segundo a justificativa de Trump, falaram sobre a “situação das drogas” e as divergências entre os dois países. O nobres chefes norte-americano informou que o secretário de Estado, Marco Rubio, trabalha na organização de uma reunião com o chanceler colombiano, sem detalhar datas.

Como você avalia a atuação de Brasil e Colômbia na crise venezuelana e as declarações de Trump sobre a região? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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