Aloysio Nunes diz governo Bolsonaro atrasou negociações do acordo Mercosul-UE

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O chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa e ex-ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou que as negociações do acordo Mercosul-UE enfrentaram atrasos durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, a principal objeção da União Europeia era a sustentabilidade, ligada à percepção de desmontes ambientais, aos direitos dos povos originários e às regras trabalhistas no Brasil.

Nunes aponta que o setor de Manufatura deve ser o primeiro a se beneficiar do acordo, cuja tariffação deve ser eliminada de forma progressiva. Em relação às exportações do agronegócio, algumas cotas serão mantidas, especialmente para carne bovina, frango e etanol, e a União Europeia continuará importando carne brasileira, ainda que com tarifa maior.

Há também uma resistência política no Brasil a uma maior proximidade com a região, sob a ideia de privilegiar relações com países sul-americanos menos desenvolvidos. Com o tempo, a indústria entendeu que a importação de insumos industriais com tarifas reduzidas pode aumentar a produtividade, superando esses entraves.

Palavras-chave: Mercosul-UE, Aloysio Nunes, ApexBrasil, sustentabilidade, tarifas, indústria, investimentos europeus.

Meta descrição: Aloysio Nunes afirma que as negociações Mercosul-UE foram atrasadas por objeções de sustentabilidade; o setor de manufatura pode ser o primeiro a ganhar com tarifas progressivamente eliminadas e maior investimento europeu.

Aloysio enfatizou que o acordo pode ser muito positivo para o Brasil, atraindo mais investimentos europeus e trazendo previsibilidade, redução da burocracia e alinhamento a padrões de consumo da UE. O entendimento é de que o acordo conferirá um selo de qualidade às exportações brasileiras, fortalecendo a confiança dos compradores europeus.

E você, qual é a sua leitura sobre o impacto de um acordo Mercosul-UE para a economia da região? Deixe sua opinião nos comentários.

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