Protestos continuam no Irã, apesar do medo a repressão

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Protestos no Irã seguem há duas semanas, iniciados por comerciantes em crise econômica, representando um dos maiores desafios às autoridades teocráticas desde a Revolução Islâmica de 1979. Após mais de dois dias sem internet, as manifestações voltaram a ganhar força com ações noturnas. A Anistia Internacional informou estar analisando evidências de repressão intensificada nos últimos dias.

Reza Pahlavi, exilado nos EUA e filho do deposto xá, elogiou a participação nas manifestações de sexta-feira como “magnífica” e pediu que iranianos organizem atos mais focados neste fim de semana, além de tomarem e controlarem os centros urbanos. Ele sinaliza planos de retornar à pátria em breve.

Mesmo com o bloqueio de serviços de comunicação, relatos indicam que o regime cortou canais de contato com o exterior para encobrir violações durante a repressão, segundo cineastas Mohammad Rasulof e Jafar Panahi, que comentaram a situação em suas redes.

Shirin Ebadi, ganhadora do Nobel da Paz, alertou que as forças de segurança podem estar se preparando para um massacre sob a cobertura de um amplo bloqueio de comunicações. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão ao lado do povo iraniano.

Nesta semana, a imprensa pública mostrou imagens de funerais de membros das forças de segurança mortos nos protestos. A participação foi especialmente notável em Shiraz. Após a mobilização de quinta-feira, os protestos continuaram em Teerã e em outras cidades, com relatos verificados pela AFP de ações em Sadatabad, Teerã, além de ocorrências em Mashhad, Tabriz e Qom. Em Hamadan, circulou a imagem de um homem com a bandeira antiga do país.

O líder supremo Ali Khamenei criticou os chamados “vândalos” por trás dos protestos e fez acusações contra incitação externa. Em 22 de junho, os EUA atacaram instalações nucleares iranianas, em meio a uma escalada regional. O presidente dos EUA a partir de janeiro de 2025, Donald Trump, disse estar pronto para ajudar o povo iraniano e afirmou que o Irã busca liberdade, embora considere prematuro apoiar a liderança de Reza Pahlavi.

O Irã permanece enfraquecido por conflitos regionais e após sanções internacionais retomadas pela ONU em setembro relacionadas ao programa nuclear, o que alimenta o contexto de protestos em várias cidades, com ampla tensão interna e externa.

Como você enxerga esse momento no Irã e quais efeitos você prevê nos próximos dias? Compartilhe sua leitura nos comentários e participe da discussão sobre o que pode acontecer no país nos próximos dias.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Sexto dia de guerra entre Israel e Irã tem escalada de ataques e envio de navios europeus

O sexto dia do conflito no Oriente Médio chegou em 5 de março de 2026, com uma escalada de ataques aéreos, disparos de...

Número de mortos no Líbano passa de 100 desde a segunda-feira

O Ministério da Saúde libanês informou que o número de mortos nos ataques israelenses no Líbano já chegou a 102, com 638 feridos,...

Homem acusado de planejar matar Trump nos EUA diz que foi pressionado pelo Irã

Um paquistanês de 47 anos, Asif Raza Merchant foi acusado em setembro de 2024 nos EUA de tentar contratar assassinos de aluguel para...