Com a abertura oficial do ano legislativo em 2 de fevereiro de 2026, cresce a pressão para instalar comissões de inquérito sobre o Banco Master. Presidentes do Senado e da Câmara são cobrados a agir, enquanto parlamentares já coletam assinaturas para CPIs ou até uma CPMI mista para apurar as fraudes reveladas pela Operação Compliance Zero.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) mira a criação de uma CPMI mista do Master. Ele já reuniu 243 assinaturas, com apoio de 206 deputados e 37 senadores. A justificativa envolve um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, com empresas de fachada, títulos sem lastro e participação de servidores públicos.
No Senado, Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou requerimento para a criação de uma CPI, com apoio de 34 senadores. Girão afirma que o tema é de extrema relevância e que conseguiu apoios em tempo recorde, destacando que a instituição tem o dever de investigar o caso.
Na Câmara e no Senado, deputados de diferentes espectros conspiram para instalação das comissões, incluindo Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). Heloísa Helena reforçou a obrigação de a Câmara investigar o Master, dizendo que “quem for podre, que se quebre”.
Rollemberg afirmou já ter 171 assinaturas necessárias para instaurar a CPI do Banco Master na Câmara, apontando que a coleta começou no fim de novembro e início de dezembro. O foco inicial seria o BRB, mas o escopo pode se ampliar para cobrir fraudes, fundos de pensão e outras questões ligadas ao caso.
Entre os possíveis alvos da apuração estão a relação do banco com fundos ligados ao PCC, mudanças suspeitas na forma de saque antes da prisão ou da liquidação determinada pelo BC, uma campanha de influenciadores contra decisões do BC e a atuação do TCU. A decisão sobre convocações para depor ficará a cargo do colegiado, que promete uma apuração profunda e isenta.
Outros temas incluem a atuação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com Rodrigo Rollemberg citando depoimento ao STF do ex-presidente do BRB, que afirmou ter avisado Ibaneis sobre a operação. Pollon afirma que o caso é grave, muito além da Lava Jato, e defende investigação ampla envolvendo autoridades de três poderes.
A oposição também mira o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por um contrato entre o banco e o escritório de advocacia da esposa dele. Mesmo com o volume de assinaturas, a instalação de CPIs depende da decisão dos presidentes das casas. Hoje, o Congresso conta com a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado no Senado; a Câmara não tem CPI em funcionamento.
Em resumo, o debate sobre CPIs e CPMIs em torno do Master permanece intenso, com propostas na Câmara e no Senado e apoio variado entre parlamentares. A definição final caberá aos presidentes das casas, que ainda avaliam o tempo e o alcance de uma investigação que pode impactar o sistema financeiro e a confiança pública.
Como você enxerga esse movimento de apuração? Deixe sua opinião nos comentários e conte o que acha que uma investigação aprofundada pode trazer de positivo ou de desafio para o sistema financeiro e para a política do país.

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