Paul Krugman afirma que Donald Trump está “venezuelando” os Estados Unidos após a abertura de uma investigação contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. Em post recente, o Nobel de economia de 2008 diz que as novas declarações do republicano representam intimidação a Powell e a quem diverge da agenda do governo.
Krugman sustenta que, mesmo com um Fed politizado, a redução das taxas de juros de curto prazo tende a ser temporária. À medida que a inflação aumenta, o banco pode ser forçado a subir as taxas novamente; ele cita a Turquia, com inflação chegando a 80%, como exemplo de volatilidade nesse processo.
Sobre o impacto nos mercados, Krugman argumenta que atacar a independência do Fed pode empurrar as taxas de juros de longo prazo para cima, o que realmente importa para a economia. Mesmo com movimentos modestos já observados, a percepção de interferência política tende a elevar esse patamar que orienta investimentos.
Krugman também comenta que, se autoridades como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, tivessem integridade, teriam considerado renunciar após a revelação da investigação contra Powell. Segundo ele, isso não ocorreu.
Em sua publicação, Krugman ancora a narrativa ao mostrar uma foto de Renee Nicole Good, morta pelo ICE, defendendo que Trump e seus seguidores toleram zero dissidência, conectando esse fato ao ataque a Powell.
Em síntese, o economista aponta que o episódio reforça a tensão entre pressões políticas e independência monetária, com Powell no comando até maio de 2026 e decisões sobre juros ditadas pelo FOMC, não por um indivíduo. A consequência potencial é maior cautela de investidores diante de qualquer sinal de influência política.
E para você, qual o peso de ataques desse tipo sobre a política monetária e a confiança dos mercados? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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