As razões para a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública já não são sigilosas. Desde a carta de demissão, circulam rumores não negados de embates com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que desejava ter o controle da segurança pública e contava com o apoio de Sidônio Palmeira na comunicação. A nomeação de Wellington Cesar Lima e Silva para ocupar a vaga sinaliza a tentativa de ampliar a presença baiana na pasta.
Wellington Cesar ganhou o apelido de “o Breve” após a nomeação relâmpago e a exoneração breve, que se seguiu a uma tentativa de acumular funções. Junto com o líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, a Bahia conseguiu colocar Wellington em uma das áreas mais sensíveis do governo, elevando o peso da região no Palácio do Planalto.
Durante o tempo em que comandou o MP da Bahia, Wellington participou da fundação do “Pacto Pela Vida”, coalizão entre Justiça, Executivo e sociedade civil. Embora o diagnóstico de violência tenha seguido desafiador, a gestão atual precisará avaliar o impacto dessa ocupação na área de segurança pública, para evitar criar a impressão de um domínio excessivo por uma região.
Embora haja quem veja a investida como um sinal de maior destaque da Bahia na gestão da segurança pública — área vinculada ao Ministério da Justiça —, analistas recomendam cautela. A ampliação da influência baiana na pasta pode gerar tensões entre interesses regionais e a agenda nacional, especialmente em um momento de debates sobre reformas no Congresso.
Em síntese, a nomeação de Wellington César reforça a atuação da Bahia na segurança pública, mas o efeito a longo prazo depende da condução da pasta e da percepção pública sobre a política de violência. O tema ganha relevância à medida que o governo busca avançar propostas e consolidar apoio político.
Como você encara essa movimentação no topo da segurança pública? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o papel da Bahia na agenda de segurança no país.

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