Defesa de Bolsonaro pede novamente prisão domiciliar a Moraes com base em relatório médico após queda

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou novo pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, alegando questões de saúde e solicitando uma avaliação médica independente para verificar a compatibilidade do estado clínico com o regime atual.

Bolsonaro cumpre 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, condenado pela Justiça por tentativa de golpe de Estado. Moraes já havia negado dois pedidos anteriores de conversão para o regime domiciliar.

O requerimento baseia-se em um episódio da semana passada, quando o ex-presidente caiu e bateu a cabeça. Em documento apresentado na terça-feira, a defesa anexou um relatório médico descrevendo que ele “não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas”, inclusive durante deslocamentos simples, como o trajeto noturno ao banheiro.

No caso concreto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, argumentam os advogados.

A petição faz uma analogia com o caso do ex-presidente Fernando Collor, que no ano passado obteve transferência para o regime domiciliar para cumprir oito anos e dez meses por corrupção. A decisão considerou o estado de saúde de Collor, que tem Parkinson, citando histórico de quedas recentes.

A defesa sustenta que “o que se espera da jurisdição constitucional”, sobretudo em casos de alta exposição pública, é a aplicabilidade uniforme da lei e dos precedentes a todos.

Em sua última decisão, datada de 1º de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido, destacando que Bolsonaro tem direito a plantão médico 24 horas no local de prisão e que seus médicos particulares possuem autorização de acesso integral às dependências da PF.

O caso volta a movimentar o debate sobre a condução de condenados por questões de alta notoriedade e saúde, com a defesa ressaltando a necessidade de equilíbrio entre a lei, a saúde e a garantia de vida do paciente. Resta acompanhar as próximas decisões do STF.

E você, qual a sua opinião sobre prisões domiciliares em casos de saúde de figuras de alto perfil público? Compartilhe nos comentários suas ideias e perspectivas.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Corpo com crânio quebrado e marcas de tiros é encontrado por indígenas em retomada na Fazenda Barra do Cahy, em Prado

Corpo é encontrado durante retomada de terras em Prado, Bahia Um corpo em avançado estado de decomposição foi localizado na manhã de 2 de...

Em visita a uma fábrica de medicamentos, Lula diz que preocupação do Brasil é criar “míssil para salvar vidas”

Meta descrição: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a fábrica de medicamentos Bionovis, em Valinhos, interior de São Paulo, destacando a...

Israel diz ter atacado complexo secreto de criação de armas nucleares

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, na noite desta terça-feira (3/3), um ataque ao complexo secreto Minzadehei, localizado em Teerã, capital...