Hepatologista explica sobre o melhor tratamento para gordura no fígado

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, é apresentada como uma “doença ocidental”, com maior incidência na América do Sul, Oriente Médio e Norte da África. Um estudo da Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas aponta que esse quadro é responsável por uma grande parcela de morbidade e mortalidade relacionadas ao órgão. No Brasil, pesquisas indicam que cerca de 30% da população apresenta gordura no fígado.

Segundo a hepatologista Liz Marjorie, do Juazeiro do Norte (CE), não existe um único tratamento ideal para a esteatose — é essencial identificar a causa da gordura que se acumulou no fígado. “Precisamos primeiro saber a causa. Por que esse fígado está com gordura? Entender a razão é muito importante”, afirma a especialista.

A médica aponta que o fígado pode acumular gordura por fatores como pré-diabetes, resistência insulínica ou diabetes, além de colesterol alto ligado ao peso e hipertensão. O consumo de bebidas alcoólicas também é relevante, pois pode agravar a saúde do órgão. “Essa gordura no fígado também pode ser causada pelo uso de álcool ou por vírus ou doença imune. O primeiro passo é entender por que houve esse acúmulo lipídico”, ressalta.

Não é normal ter gordura no fígado, enfatiza a especialista. Ela explica que é preciso estudar cada caso para indicar o tratamento mais adequado, já que o prognóstico depende da causa específica.

Em situações em que o acúmulo decorre do álcool, a orientação é reduzir o consumo. Nos casos metabólicos, ligados à obesidade, resistência insulínica, pré-diabetes ou colesterol alto, o foco é tratar esses fatores de risco por meio de atividade física e alimentação com redução de carboidratos. Em alguns cenários, medicamentos para controle do colesterol podem ser usados.

“Recentemente, os analógicos de GLP-1 foram aprovados para o tratamento da gordura no fígado associada à disfunção metabólica com fibrose. Ou seja, Wegovy-2.4, que utiliza semaglutida, foi aprovado pelo FDA e pela Anvisa para este uso no Brasil”, detalha a hepatologista.

Ao final, Liz Marjorie reforça: “O melhor tratamento para a gordura no fígado depende da causa. Sem saber esse ponto, é um tiro no escuro.” A médica possui mestrado pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

Galeria de imagens

Observação: as imagens acima são utilizadas para ilustrar o tema e possuem largura superior a 500px. Clique em qualquer imagem para ampliar.

Encerrando, este resumo destaca que a esteatose hepática exige abordagem personalizada. Causas variadas exigem estratégias específicas de tratamento, que vão desde mudanças no estilo de vida até novas terapias aprovadas para condições metabólicas associadas ao acúmulo de gordura no fígado.

E você, já refletiu sobre quais fatores de risco para gordura no fígado parecem mais relevantes na sua região? Compartilhe nos comentários como tem lidado com a sua saúde hepática ou quais dúvidas você ainda tem sobre esteatose hepática.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Secretário de Ibaneis também articulou transferência de Bolsonaro

Transferência de Bolsonaro para a Papudinha ganhou contornos políticos após ações...

Chico Buarque entra na Justiça contra Ratinho e pede indenização de R$ 50 mil por declaração sobre Lei Rouanet

O apresentador Ratinho, contratado do SBT, está prestes a ser citado em uma ação movida por Chico Buarque. A 41ª Vara Cível do...

Show de Wesley Safadão no interior da Bahia vira polêmica após ser custeado com emenda Pix

A contratação do cantor Wesley Safadão para um show em Tucano, no interior da Bahia, foi bancada com verba da emenda Pix no...