Lula está no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, reunindo-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O objetivo é alinhavar os próximos passos do acordo Mercosul-UE, aprovado pela Europa na semana passada. A reunião ocorre no Palácio Itamaraty às 13h, seguida de uma declaração conjunta à imprensa.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo deve criar uma zona de livre comércio para 720 milhões de habitantes e elevar o PIB a US$ 22 trilhões, segundo os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Uma cerimônia de ratificação está prevista para este sábado (17), em Assunção, Paraguai, com a presença de líderes europeus e ministros de Relações Exteriores do Mercosul.
Nesta terça-feira (13), Lula conversou com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e ambos concordaram em avançar de forma rápida e eficaz para a implementação do acordo, de modo que as populações vejam resultados concretos da parceria.
Apesar de celebração entre governos e setores industriais, a implementação enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que temem impactos no clima e na concorrência agrícola. Na França, agricultores protestaram com tratores em Paris pela segunda semana consecutiva, reforçando as críticas à eventual competição com importações sul-americanas mais baratas. A implementação será gradual, e os efeitos práticos devem surgir ao longo de vários anos.
Este é um momento decisivo para o acordo Mercosul-UE, com o diálogo em curso entre os protagonistas e uma agenda de ações que deve se traduzir em resultados para cidadãos e setores produtivos ao longo do tempo. Acompanhe as novidades e compartilhe sua opinião sobre como essa parceria pode impactar sua região e o cenário global.

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