A Bahia encerrou 2025 com produção recorde de cereais, oleaginosas e leguminosas, totalizando 12,8 milhões de toneladas segundo o LSPA do IBGE, analisado pela SEI. O resultado representa alta de 12,8% frente a 2024, impulsionado pela maior produtividade. A área plantada atingiu 3,65 milhões de hectares, (+2,8%), e o rendimento médio subiu para 3,52 toneladas por hectare, (+9,8%).
A soja consolidou-se como o principal item da pauta agrícola baiana, com 8,61 milhões de toneladas, (+14,3%), o milho registrou 2,74 milhões de toneladas (+18,2%), enquanto o algodão somou 1,79 milhão de toneladas (+1,4%), mantendo a Bahia como a segunda maior produtora nacional da fibra.
Setores por números: cana-de-açúcar 6,24 milhões (+12,6%); cacau 119 mil (+7,0%); café 262 mil toneladas (+5,1%), com destaque para o tipo canéfora (+19,3%); fruticultura: uva +84,4%, banana +4,8%; retrações: feijão –15,8% e tomate –48,4%.
Apesar do recorde em 2025, o terceiro prognóstico do IBGE para a safra 2026 prevê queda de 4,7% na produção de grãos da Bahia, devido ao menor rendimento esperado para soja e algodão, influenciado pela queda nos preços das commodities e pelo aumento dos custos de produção. Estima-se recuo na soja (-5,7%) e no algodão (-17,5%).
A Conab aponta para o ciclo 2025/2026 a produção de 14,5 milhões de toneladas, alta de 3,7%, com área plantada estimada em +160 mil hectares, especialmente no oeste baiano, onde as chuvas favoreceram a umidade do solo. A soja deve alcançar 9,25 milhões de toneladas, mas com produtividade por hectare menor, estimada em -4,5% devido a pragas e custos, enquanto o milho fica em 2,84 milhões de toneladas, com ganho de 1,3%.
Como esses números afetam produtores e moradores da Bahia? Compartilhe nos comentários como você vê o alcance dessas tendências para a lavoura local, os preços de insumos e o dia a dia da sua cidade.


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