Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido à ministra Gleisi Hoffmann que concorra ao Senado no Paraná. A saída da ministra até o fim de março já era esperada, mas para se lançar na Câmara dos Deputados.
Gleisi Hoffmann, de acordo com a reportagem, ainda não decidiu se disputará o Senado, que seria um desafio. Pesquisas divulgadas no fim do ano apontam a Greilsi em desvantagem frente a nomes como o atual governador Ratinho Júnior, o ex-deputado Deltan Dallagnol e o deputado Filipe Barros.
Mesmo sem concorrer ao Senado, Gleisi integra o grupo de cerca de 25 ministros que devem deixar a Esplanada até o fim de março. A desincompatibilização está prevista na Lei Complementar n° 64/1990, com o prazo final até 6 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno.
A lista dos cerca de 25 que devem entregar seus postos será coordenada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda sem data definida para sair, ele já prepara o substituto, o atual secretariado-executivo, Dario Durigan. Haddad, porém, declarou que não pretende se candidatar e quer apresentar um projeto de país no cenário internacional, além de apoiar o presidente Lula.
Outro ministro que tende a deixar o governo, mas não pretende concorrer, é Camilo Santana, titular da Educação. Ele negou a pretensão de disputar o pleito e afirmou que deixará a pasta para trabalhar pela reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
O núcleo de saídas inclui ainda o titular da Defesa, José Múcio, que já sinalizou o desejo de deixar o cargo, mas não confirmou planos de candidatura.
A pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chefiada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também deve registrar saída. Apesar de ter sido cotado para disputar o governo de São Paulo, Alckmin segue, por ora, garantido na dobradinha com Lula neste ano.
Do restante do grupo, há ministros que devem deixar para concorrer a governos estaduais, ao Senado ou à Câmara. Segue abaixo a lista de prováveis cargos para cada área:
Possíveis candidaturas a governos estaduais
Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes, em Alagoas;
Mário França (PSB), ministro do Empreendedorismo, em São Paulo.
Possíveis candidaturas ao Senado
Simone Tebet (MDB), Planejamento e Orçamento, de Mato Grosso do Sul ou São Paulo;
Anielle Franco (PT), Igualdade Racial, pelo Rio de Janeiro;
Marina Silva (Rede), Meio Ambiente, por São Paulo;
Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia, por Minas Gerais;
Carlos Fávaro (PSD), Agricultura, por Mato Grosso;
Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos, por Pernambuco;
Rui Costa (PT), Casa Civil, pela Bahia;
André Fufuca (PP), Esportes, pelo Maranhão.
Possíveis candidaturas à Câmara dos Deputados
Luiz Marinho (PT), Trabalho, por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), Previdência, por Pernambuco;
Sônia Guajajara (PSOL), Povos Indígenas, por São Paulo;
André de Paula (PSD), Pesca, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário, por São Paulo;
Jader Filho (MDB), Cidades, pelo Pará;
Luciana Santos (PCdoB), Ciência e Tecnologia, por Pernambuco.
Ainda, até o momento, dos 38 ministros com assento na Esplanada, 22 devem sair até o fim de março/início de abril, enquanto outros 16 permanecem. Há dúvidas, no entanto, sobre quem de fato continuará no governo ou optará pela candidatura.
Margareth Menezes, ministra da Cultura, é um caso em aberto. Em solenidade recente, Lula elogiou-a como possível candidata; o PT já convidou a baiana para se filiar ao partido, com apoio de Lula e da primeira-dama para disputar uma vaga na Câmara em 2026.
Também são citados os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (Psol). Eles já indicaram pretensão de permanecer até o fim do ano, mas Lula pode convocá-los para disputar Senado em São Paulo. A ideia é fortalecer a bancada paulista no Senado.
Uma possível saída do governo envolve a Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro Jorge Messias, com status de ministro, foi indicado por Lula para uma cadeira no STF. Caso seja eleito ao Senado para o STF, deixará o cargo vago.
Segue abaixo a relação de ministros que sinalizaram que pretendem permanecer no governo Lula: Frederico Siqueira (Comunicações); Margareth Menezes (Cultura); Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social); Macaé Evaristo (Direitos Humanos); Esther Dweck (Gestão e Inovação); Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional); Wellington Cesar Lima e Silva (Justiça); Márcia Lopes (Mulheres); Mauro Vieira (Relações Exteriores); Alexandre Padilha (Saúde); Gustavo Feliciano (Turismo); Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).
Cargos com status de ministro
Vinícius Marques de Carvalho, Controladoria-Geral da União;
Marco Antônio dos Santos, Gabinete de Segurança Institucional;
Sidônio Palmeira, Secretaria de Comunicação Social.
O panorama ainda é incerto: a janela para mudanças envolve decisões de candidatos a cargos estaduais, ao Senado e à Câmara, com o futuro da Esplanada dependendo de acordos entre Lula, as siglas aliadas e os próprios ministros.
E você, o que acha sobre as saídas previstas no governo Lula e as possíveis alianças para 2026? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre os rumos da política brasileira.

Facebook Comments