Defesa de Marcola cita decisão de Mendonça e pede que visitas não sejam gravadas

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Marcola busca autorização para conversas sem gravação; contexto do Caso Master

O advogado Bruno Ferullo informou que Marcola, Marco Willians Herbas Camacho, pretende pedir autorização para que as conversas entre ele e seus advogados ocorram sem gravação de áudio ou vídeo na Penitenciária Federal de Brasília. O pedido deve ser protocolado após decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou medida semelhante no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master.

A defesa sustenta que a legislação que regula o sistema penitenciário federal permite o monitoramento apenas mediante autorização judicial específica, o que não ocorreu no caso analisado pela Corte. Com base nesse entendimento, os advogados de Marcola argumentam que esse direito seja assegurado ao cliente.

O monitoramento costuma ser usado nos presídios federais para evitar ordens de novos crimes por parte de integrantes de organizações criminosas, segundo a defesa.

Caso Master: Mendonça decidiu na segunda-feira (9) proibir a gravação das conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima, decisão tomada após a defesa solicitar a flexibilização das medidas de segurança. Além de vedar gravação de áudio e vídeo durante os encontros, o ministro autorizou visitas sem agendamento prévio e permitiu que os advogados façam anotações escritas.

Vorcaro foi preso no início de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Inicialmente, ele ficou custodiado na Penitaria de Potim, no interior de São Paulo, e foi transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília. As liquidações do Banco Master, decretadas pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.

O texto ainda informa que o pedido de Marcola será encaminhado ao juiz corregedor responsável pelo sistema penitenciário federal. Caso não haja acordo, a defesa afirma que pode recorrer ao próprio STF. Eles também pedem autorização para entrar no presídio com documentos e fazer anotações durante as reuniões.

E você, o que acha dessas medidas de monitoramento e liberalização de visitas em presídios? Deixe seu comentário e compartilhe sua perspectiva sobre o equilíbrio entre segurança pública e direitos dos detentos.

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