Parlamentares cristãos intensificaram a pressão sobre o governo britânico para adotar a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, inspirada na legislação recentemente aprovada na Austrália, após uma carta assinada por 61 deputados do Partido Trabalhista. Entre os signatários estão Fred Thomas, Ruth Jones, Florence Eshalomi, David Smith e Sharon Hodgson.
No documento, os parlamentares afirmam que governos sucessivos fizeram “muito pouco” para proteger jovens de plataformas de mídia social não regulamentadas e viciantes, apontando impactos diretos no bem-estar infantil. Segundo eles, em todas as cidades, ouvimos a mesma mensagem: as crianças estão ansiosas, infelizes e incapazes de se concentrar na aprendizagem, além de não desenvolverem as habilidades sociais necessárias para prosperar na vida adulta.
Os deputados também cobram uma resposta internacional mais firme do Reino Unido, alertando que, ao redor do mundo, governos reconhecem a gravidade da crise e que a Grã-Bretanha corre o risco de ficar para trás. O primeiro-ministro Sir Keir Starmer reconheceu a preocupação, mas não endossou uma proibição total, afirmando que o governo avalia uma série de opções para regular o tempo de tela.
Entre as medidas em estudo estão o toque de recolher digital às 22h e a limitação do uso individual de redes sociais a duas horas diárias. Especialistas, no entanto, destacam que o problema vai além da quantidade de tempo gasto online e envolve outros aspectos do bem-estar das jovens.
Katharine Hill, diretora da Care for the Family, ressaltou os “três Cs” — conduta, conteúdo e contato — como pontos-chave para observar, incluindo o que os adolescentes veem online e com quem interagem. Hill disse ter mudado de posição e hoje apoia restrições governamentais para adolescentes mais jovens, diante das rápidas transformações do ambiente digital desde 2017.
A imprensa aponta que a reportagem se baseia em informações do Prem ier Christian News, repassadas pela Folha Gospel.
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